Como o brasileiro entende colaboração no home office

O cenário imposto pela pandemia trouxe uma sensação de sobrecarga para 62% profissionais, embora 41% deles estejam se sentindo “muito produtivos” no home office. Parte dessa produtividade pode estar relacionada ao maior uso de ferramentas digitais: 85% dos profissionais relataram ter descoberto novas formas para compartilhar arquivos.

Os dados integram uma pesquisa obtida pelo Valor e realizada pela IDC Brasil a pedido do Google. Foram entrevistados cerca de 900 profissionais, sendo 48% do nível de gestão, incluindo C-Level, e 45% são funcionários de empresas com mais de 2,5 mil pessoas. “Escutamos de várias empresas que estão aproveitando o momento para repensar toda a cultura colaborativa e novas opções para o remoto, presencial e híbrido”, diz Marco Bravo, head do Google Cloud no Brasil.

A pesquisa também indica o que os funcionários entendem por colaboração em um cenário no qual o trabalho remoto ganhou escala. Quase metade dos entrevistados apontaram criar arquivos compartilhados para trabalhar em conjunto, como apresentações, planilhas e documentos de texto, 16% montar salas de bate-papo para discutir projetos específicos, 15% usar redes sociais internas para colaborar em projetos e fóruns, 12% construir sites para compartilhamento de conteúdo entre a organização, times e pessoas e 10% projetar arquivos durante videoconferência e execução de ajustes ou comentários em tempo real.

“Um ano após a pandemia, já se quebrou a premissa de que a colaboração é ‘one size fits all’. Não se colabora só de uma forma, nem só de um local”, diz Bravo. De forma geral, 81% dos entrevistados disseram que sua empresa passou a colaborar mais durante a pandemia com ferramentas digitais. A maior adoção dessas ferramentas e compartilhamento de arquivos também vem ajudando os profissionais a cultivar um senso de pertencimento com a empresa, afirma Raquel Cabral, head de vendas para o Google Workspace. Somente o tempo dedicado ao Google Meet, ferramenta para reuniões virtuais, aumentou 20 vezes no Brasil no último ano, segundo Raquel. De janeiro até agora, o uso da plataforma cresceu 275% no país. A empresa fez adaptações no Workspace, que reúne ferramentas de trabalho como calendário, Gmail e o Meet, para deixá-lo mais colaborativo e integrado em termos de experiência única ao usuário.

A empresa agora trabalha em funcionalidades que valerão no modelo híbrido de trabalho que as companhias estão desenhando. “Já temos aqui dentro a opção de aceitar um convite de reunião de três formas: ‘não vou’; ‘sim, eu vou presencial’; ‘sim, eu vou estar remoto’, diz Bravo, comentando sobre o Google. A pesquisa da IDC Brasil indica que 22% dos profissionais, entre os 297 pertencentes a empresas que não definiram o modelo de trabalho pós-pandemia, desejam voltar todos os dias ao escritório. Metade dos entrevistados disseram que o que mais sentem falta no home office é o cafezinho com os colegas. Mas é o modelo híbrido que vem se desenhando: 43% afirmam que esse modelo já foi definido por suas empresas como padrão. A parcela mais jovem (de 18 a 21 anos) é quem mais se anima com esse formato: 76%. As lideranças também enxergam a modalidade com confiança (54%) e entusiasmo (52%).

VALOR ECONÔMICO