Trabalhadores da CPTM confirmam greve nesta quinta-feira (15)

Trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) irão iniciar uma greve a partir da 0h desta quinta-feira (15). A paralisação ocorrerá nas linhas 7-rubi, 8-diamante, 9-esmeralda, 10-turquesa e em parte da linha 13-jade. Cerca de 3 milhões de passageiros serão afetados.

Por meio de uma nota conjunta, os sindicatos que representam a categoria informam que a companhia não aceitou uma proposta feita pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em uma audiência de conciliação realizada nesta quarta (14) para que os salários dos trabalhadores fossem reajustados em 6,22%.

O texto diz ainda que a CPTM “insistiu em reajuste zero pelo segundo ano seguido”. A nota é assinada pelas seguintes entidades: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana e Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

A paralisação deverá afetar todo o trajeto das linhas 7-rubi (Brás – Jundiaí), 8-diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno), 9-esmeralda (Grajaú – Osasco) e 10-turquesa (Brás – Rio Grande da Serra). A linha 13-jade (Luz – Aeroporto de Guarulhos) funcionará somente no trecho de São Paulo.

Já as linhas 11-coral (Luz – Estudantes) e 12-safira (Brás – Calmon Viana) não deverão ser afetadas pela paralisação. Isso porque os trabalhadores que atuam nesses ramais são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que não aderiu à campanha salarial conjunta das demais entidades.

Ainda nesta quinta-feira, por volta das 15h, será feita uma nova assembleia entre os grevistas para decidir se a paralisação continuará pelos próximos dias ou se será encerrada.

Operação mínima
O TRT informa que os sindicatos devem manter 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais horários. O tribunal acrescenta que os grevistas também “não poderão criar obstáculos para acesso aos trabalhadores ou abrir as catracas”. A multa, em ambos os casos, é de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

A CPTM foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

FOLHA DE S. PAULO