As licenças de trabalhadores por motivos de saúde em 2020 aumentaram em número de casos e em tempo de atestado. A cada mil funcionários, os afastamentos duraram, em média, cinco dias a mais por mês no ano passado do que em 2019.
Os dados são do Grupo 3778, que atende cerca de 200 mil funcionários no país com o serviço de gestão de afastados, que tenta diminuir o tempo e o custo do afastamento para a empresa.
Segundo a diretora de gestão de afastados e perícias médicas, Érika Abritta, as pessoas ficaram mais doentes em 2020 por causa do contexto pandêmico e da mudança de hábitos.
Os casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 47,6% em relação a 2019, e fizeram o tempo mensal de afastamento aumentar em três dias.
As licenças por doenças do sistema respiratório subiram quase 480%, número semelhante ao da evolução de algumas doenças infecciosas e parasitárias (450%).
FOLHA DE S. PAULO