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IPCA desacelera alta para 0,47% em maio e avança 11,73% em 12 meses

Valor Econômico

No ano, o IPCA acumula aumento de 4,78%

Por Lucianne Carneiro

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,47% em maio, após ficar em 1,06% em abril. De janeiro a maio, o indicador registra alta de 4,78%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio de 2021, houve aumento de 0,83%.

A taxa de maio de 2022 ficou abaixo da mediana das projeções de 40 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de 0,59% de elevação. O resultado ficou em dentro do intervalo das projeções, que ia de 0,40% a 0,75%.

Dos grupos pesquisados, segundo o IBGE, a maior variação veio de Vestuário, com alta de 2,11% e 0,09 ponto percentual de contribuição. “Já o maior impacto (0,30 p.p.) veio dos Transportes (1,34%), que desaceleraram em relação ao mês anterior (1,91%)”, destacou.

No acumulado em 12 meses, o IPCA ficou em 11,73% em maio, abaixo dos 12,13% acumulados até abril. O resultado ficou acima do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (BC) de 3,5% para 2022- sendo que a meta tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. Para o resultado acumulado em 12 meses, a mediana das estimativas do Valor Data era de 11,87%, com projeções entre 11,65% e 11,97%.

Grupos

Entre os grupos de despesas, o maior impacto veio transportes (1,34%), com influência de 0,30 ponto percentual, que desaceleraram em relação ao mês anterior (1,91%). A alta foi puxada pelas passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido em abril (9,48%).

Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, seis tiveram desaceleração na passagem entre abril e maio: alimentação e bebidas (de 2,06% para 0,48%), habitação (de -1,14% para -1,70%), artigos de residência (de 1,53% para 0,66%), saúde e cuidados pessoais (de 1,77% para 1,01%) e educação (de 0,06% para 0,04%), além de transportes.

Por outro lado, foram observadas taxas maiores em vestuário (de 1,26% para 2,11%), despesas pessoais (de 0,48% para 0,52%) e comunicação (de 0,08% para 0,72%).

Individualmente, os maiores impactos para a alta do IPCA de maio vieram de passagens aéreas e de produtos farmacêuticos, cada um com influência de 0,08 ponto percentual. No caso de produtos farmacêuticos, a alta dos preços foi de 2,51%.

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de uma 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2022/06/09/ipca-sobe-047percent-em-maio-diz-ibge.ghtml