IPCA de março fica em 0,93%, e acumulado em 12 meses vai a 6,10%, acima da meta do BC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País, registrou mais um mês de aceleração. Em março, ficou em ficou em 0,93% em março, 0,07 ponto porcentual acima da taxa de fevereiro (0,86%). Esse é o maior resultado para o mês desde 2015, quando ficou em 1,32%.

No primeiro trimestre, o índice registra alta de 2,05% e, no acumulado dos últimos 12 meses, 6,10% – acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central para a inflação, de 3,75%, com margem de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo (entre 2,25% e 5,25%).

Apesar da alta, o resultado veio ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado financeiro. De acordo com levantamento do Projeções Broadcast, a expectativa era de alta entre 0,94 e 1,10, com mediana em 1,03.

Para o economista Leonardo França Costa, da Asa Investiments, o resultado acabou sendo uma boa notícia. Ele chama a atenção para o leve arrefecimento em preços industriais e o resultado mais baixo do que o esperado em alimentos in natura. “No entanto, não dá para celebrar tanto. Ainda há algumas resistências”, diz.

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em março. A maior variação veio do transportes, com alta de 3,81%, após já terem subido 2,28% em fevereiro. Foi o maior impacto (de 0,77 ponto porcentual) no índice do mês. A alta neste grupo se deu por conta da variação forte no preço dos combustíveis, com avanço de 11,23%, sendo que o valor da gasolina subiu 11,26%. Etanol (12,59%) e óleo diesel (9,05%) também tiveram alta forte.

O grupo que ficou em segundo lugar foi habitação, com alta de 0,81% e impacto de 0,12 ponto porcentual. Já o grupo alimentação e bebidas (0,13%) segue desacelerando e contribuiu com 0,03 ponto porcentual no índice de março. No lado das quedas, o destaque foi o grupo educação, que registrou -0,52% após a alta de 2,48% observada em fevereiro.

O ESTADO DE S. PAULO