Auxílio será prorrogado se houver 2ª onda da covid, afirma Guedes

Se houver uma segunda onda da covid-19, a prorrogação do auxílio emergencial não é uma possibilidade, mas uma certeza, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas esse, frisou, não é o “plano A” da equipe econômica, que trabalha com a remoção gradual do benefício criado para fazer frente à crise. “Existe possibilidade de haver uma prorrogação do auxílio emergencial? Se houver uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza. Vamos ter que reagir. Mas não é o plano A”, disse no evento Dia Nacional do Supermercado 2020, promovido pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras).

O cenário mais provável é o de o governo retirar estímulos e converter o auxílio emergencial no Renda Brasil, programa de renda básica, ou continuar com o Bolsa Família. “Temos as duas possibilidades e é uma escolha política”, disse ele, enfatizando que a decisão deve ser fiscalmente sustentável, mas depende do aval político. Caso haja uma segunda onda, haverá um novo período de calamidade pública e o governo agirá, informou. Mas será preciso “recalibrar” os instrumentos e os gastos com medidas de enfrentamento ao coronavírus poderão cair para a casa dos 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Neste ano, as despesas chegaram a 10% do PIB.

O que não ocorrerá é a adoção de medidas que gerem um passivo para as gerações futuras, acrescentou. A ideia é voltar a reduzir a relação entre a dívida bruta e o PIB. “Não vamos ficar dando dinheiro para todo mundo e deixar a dívida/PIB ir embora, para 100%, 120% e empurrar essa conta para o futuro.”

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