Trabalho temporário movimenta mais de 178 mil contratações e desligamentos em janeiro de 2026

Volume expressivo — com 94 mil admissões e 83 mil desligamentos — resulta em saldo positivo de 10,6 mil vagas e reforça o papel estratégico da modalidade no setor de serviços. O mercado de trabalho formal brasileiro iniciou 2026 com desempenho positivo, refletindo também na dinâmica das modalidades flexíveis de contratação, como o trabalho temporário. Dados do Novo Caged indicam a geração de 112 mil empregos formais em janeiro, com destaque para o setor de serviços, principal motor da criação de vagas no país. Dentro desse contexto, os vínculos considerados “não típicos” — categoria que inclui trabalhadores temporários, intermitentes e aprendizes — seguem ganhando relevância como instrumento de adaptação das empresas às oscilações da demanda e à necessidade de maior flexibilidade operacional. No recorte analisado, observa-se forte movimentação no mercado de trabalho, com mais de 94 mil admissões e cerca de 83 mil desligamentos no período, resultando em saldo positivo superior a 10 mil postos. Esse comportamento evidencia um ambiente de alta rotatividade, característica marcante de atividades que utilizam mão de obra temporária. O perfil das contratações também reforça tendências estruturais do mercado. A maior concentração de admissões ocorre entre trabalhadores com ensino médio completo, enquanto a faixa etária de 18 a 24 anos lidera a entrada no emprego formal, indicando o papel dessas modalidades como porta de entrada para jovens no mercado. Outro ponto relevante é a predominância do setor de serviços — onde se concentra grande parte das atividades ligadas ao trabalho temporário e à terceirização —, que historicamente lidera a geração de empregos no país. Especialistas apontam que o avanço dessas formas de contratação está diretamente ligado à necessidade de maior agilidade das empresas diante de cenários econômicos voláteis. O trabalho temporário, nesse sentido, cumpre função estratégica ao permitir ajustes rápidos no quadro de pessoal, especialmente em períodos de aumento sazonal da demanda. Além disso, o modelo contribui para a formalização do emprego e para a inclusão de trabalhadores no mercado, ao oferecer oportunidades em momentos de expansão pontual das atividades produtivas. Apesar do saldo positivo, o elevado volume de admissões e desligamentos indica que o mercado segue dinâmico e competitivo, exigindo das empresas planejamento e gestão eficiente da força de trabalho. Análise Os dados reforçam que o trabalho temporário não apenas acompanha o crescimento do emprego formal, mas também se consolida como uma ferramenta essencial para a operação das empresas — especialmente nos segmentos de serviços, comércio e atividades administrativas.

Fim de ano deve gerar mais de 500 mil vagas temporárias, aponta ASSERTTEM

A expectativa para o mercado de trabalho temporário no fim de 2025 é positiva. Segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), devem ser abertos cerca de 535 mil contratos entre outubro e dezembro, crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. A Indústria lidera as contratações, respondendo por 50% das vagas, seguida pelos Serviços (30%) e pelo Comércio (20%). A movimentação é impulsionada pelo aumento da demanda entre Black Friday e Natal, período em que empresas reforçam suas equipes para atender ao fluxo extra de consumidores. De acordo com levantamento da CNDL e do SPC Brasil, 47% das empresas desses setores devem ampliar seus quadros temporariamente, enquanto 22% pretendem repor vagas por rotatividade. Além disso, 47% das organizações sinalizam intenção de efetivar parte dos trabalhadores ao final dos contratos, que devem durar, em média, 2,5 meses. Entre as empresas com oportunidades abertas estão Mercado Livre, Shopee, Coca-Cola e Americanas. Especialistas recomendam que os candidatos ajustem seus currículos, destacando experiências relacionadas à função pretendida, além de competências e qualificações específicas. 📎 Clique aqui para ler a matéria completa.

Fenaserhtt propõe medida para proteger beneficiários do Bolsa Família em contratos de trabalho temporário – e proposta é bem recebida pelo Ministro do Trabalho

Medida busca garantir a permanência do benefício durante contratos de trabalho temporário, promovendo inclusão social e estímulo à formalização. Nesta terça-feira (8), o presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem, Vander Morales, e o advogado da Federação, Dr. Ermínio de Lima Neto, estiveram em Brasília para uma reunião com o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O encontro contou também com a presença do senador Laercio de Oliveira e de seu chefe de gabinete, Marcelo Lopes da Ponte. Durante o encontro, a Fenaserhtt apresentou uma importante proposta: a criação de uma Instrução Normativa que permita aos trabalhadores contratados sob o regime de Trabalho Temporário (Lei nº 6.019/74) manterem o recebimento integral do Bolsa Família durante o período do contrato. O objetivo é evitar que a entrada no mercado de trabalho por meio do trabalho temporário gere perda ou redução do benefício social, promovendo, assim, uma transição mais justa e segura para esses profissionais. A sugestão foi muito bem recebida pelo Ministro Luiz Marinho, que solicitou o início imediato dos estudos acerca desta proposta. “A reunião foi muito produtiva. Acreditamos que essa medida poderá gerar ótimos resultados para o nosso setor, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as empresas que contratam temporários, e a Previdência Social”, destacou Vander Morales. Também participaram da reunião: o Chefe de Gabinete do Ministro, André Segantin Luiz; o Secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello; o Assessor Especial do Ministro, ex-deputado Professor Luizinho; e o Diretor do Departamento de Relações do Trabalho, André Luís Grandizoli. A Fenaserhtt segue atuando de forma propositiva em defesa de políticas públicas que fortaleçam o trabalho digno e inclusivo, valorizando o papel do trabalho temporário como porta de entrada para o emprego formal.