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VALOR ECONÔMICO

Há 48 anos no Brasil, a Sony decidiu que vai fechar em março de 2021 a sua fábrica em Manaus, onde produz eletroeletrônicos. A empresa também deixará de vender diretamente sua linha de televisores, áudio e câmeras, em meados do ano que vem. Essa era única unidade fabril da empresa no país. Ela manterá em atividade os negócios de games, soluções profissionais, música e entretenimento, como o PlayStation. A companhia informou, em nota, que a decisão considera “o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios.” 

A Sony já vinha reduzindo gradativamente a produção de televisores na Zona Franca de Manaus desde 2018, conta um varejista, que vendia basicamente três modelos da marca e operava já com estoque muito baixo. “Eles estavam sem preço, sem menor competitividade. Só levava eletroeletrônico da Sony quem realmente queria a marca, e esse era um público acima dos 40 anos. Os jovens não pediam mais Sony, porque os coreanos tomaram totalmente esse mercado”, diz um diretor comercial de uma grande varejista. A decisão de encerrar a produção foi comunicada na segunda-feira ao varejo pela companhia. A medida acompanha uma mudança global da Sony, em meio à constante queda das margens nos mercados emergentes. Ano a ano a fabricante japonesa perde participação de mercado em TVs. Dados da consultoria Statista apontam que a Sony detinha 10,5% das vendas globais da categoria no mundo em 2009 e passou a responder por 4,2% em 2019. Samsung e LG respondem por 18% e 11% do mercado, respectivamente, enquanto a fatia da chinesa TCL é de 13%.

A Sony já vinha reduzindo gradativamente a produção de televisores na Zona Franca de Manaus desde 2018, conta um varejista, que vendia basicamente três modelos da marca e operava já com estoque muito baixo. “Eles estavam sem preço, sem menor competitividade. Só levava eletroeletrônico da Sony quem realmente queria a marca, e esse era um público acima dos 40 anos. Os jovens não pediam mais Sony, porque os coreanos tomaram totalmente esse mercado”, diz um diretor comercial de uma grande varejista. A decisão de encerrar a produção foi comunicada na segunda-feira ao varejo pela companhia. A medida acompanha uma mudança global da Sony, em meio à constante queda das margens nos mercados emergentes. Ano a ano a fabricante japonesa perde participação de mercado em TVs. Dados da consultoria Statista apontam que a Sony detinha 10,5% das vendas globais da categoria no mundo em 2009 e passou a responder por 4,2% em 2019. Samsung e LG respondem por 18% e 11% do mercado, respectivamente, enquanto a fatia da chinesa TCL é de 13%.

Ainda segundo fontes ouvidas pelo Valor, o mercado brasileiro de televisores tem ainda mais concentração entre Samsung e LG do que se vê em outros países, o que dificulta o trabalho de outras empresas do setor. A fábrica da Sony em Manaus, que já empregou mais de 2 mil pessoas, conta hoje com 220 trabalhadores. Em 2017, a empresa já havia interrompido a fabricação dos consoles PlayStation, que são importados e continuarão à venda no país. A empresa diz que está “comprometida em empenhar seus esforços para garantir todos os direitos, o melhor tratamento e cuidados especiais aos seus colaboradores”. 

Valdemir Santana, presidente do Sindimetal, que representa os metalúrgicos de Manaus, lembra que a Sony não é a primeira do segmento a encerrar produção no país, citando a Sharp e a Gradiente. O dirigente sindical diz que já foi comunicado por outras companhias que devem seguir o mesmo caminho que a fabricante japonesa no próximo ano. “Falta ao país política industrial”, afirma Santana. A Sony informou ontem que manterá o serviço de suporte ao consumidor para produtos sob sua responsabilidade comercial.

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