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VALOR ECONÔMICO

Analistas de mercado voltaram a piorar a projeção para o déficit primário do governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, em 2020. A previsão para 2021, no entanto, melhorou, segundo o relatório Prisma Fiscal, divulgado ontem pelo Ministério da Economia. A mediana das estimativas para este ano passou de R$ 855,3 bilhões para R$ 858,2 bilhões entre as edições de setembro e outubro do relatório, que traz as projeções mensais das áreas de pesquisa de instituições financeiras e de consultorias econômicas para os principais indicadores fiscais do governo.

Já para 2021, a projeção de déficit foi reduzida para R$ 218 bilhões, contra R$ 226 bilhões na edição anterior do documento. Em 2020, o governo trabalhava com meta de déficit primário de R$ 124,1 bilhões para o governo central, mas ficou desobrigado de cumpri-la com a decretação do estado de calamidade frente à pandemia de covid-19. Agora, espera um déficit recorde de R$ 871 bilhões, ou 12% do Produto Interno Bruto (PIB), neste ano, segundo a previsão mais recente, divulgada no final de setembro pelo Ministério da Economia. A previsão do mercado, portanto, embora indique um aumento do déficit esperado, segue mais otimista que a oficial. 

A expectativa para as receitas federais subiu de R$ 1,393 trilhão no relatório de setembro para R$ 1,423 trilhão no de outubro. Já a estimativa para as receitas líquidas foi de R$ 1,137 trilhão para R$ 1,156 trilhão. Por sua vez, a projeção para a despesa total subiu de R$ 1,987 trilhão para R$ 2,017 trilhões. Os números são diretamente impactados pelos gastos destinados a fazer frente à crise, com destaque para o auxílio emergencial de R$ 600, o pacote de apoio a Estados e municípios e o benefício pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada ou suspensão de contrato.

Já para a dívida bruta do governo geral em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa caiu ligeiramente, ao passar de 94,55% em setembro para 94,50% em outubro. Para 2021, a projeção subiu de 95,60% para 95,70%. Os dados foram coletados até o quinto dia útil deste mês. Até agosto deste ano, o governo central acumula déficit de R$ 601,3 bilhões, também recorde para o período segundo dados do Tesouro Nacional.

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