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O ESTADO DE S. PAULO

Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar resultados fracos da indústria, comércio e serviços em dezembro, o Banco Central corroborou a projeção de que a economia perdeu ritmo no final do ano passado.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, recuou 0,27%  em dezembro na comparação com novembro. Com isso, o índice em 2019 ficou em 0,89%, resultado abaixo do esperado por analistas consultados pelo Estadão/Broadcast, que esperavam um avanço de 1%.

Um desempenho mais baixo que o esperado em 2019 pode ter efeito direto no crescimento do PIB deste ano. Economistas já vêm alertando para os  riscos de o Brasil não conseguir engatar um ritmo de crescimento mais acelerado da economa, especialmente se as reformas  prometidas pelo governo Bolsonaro não saírem do papel.

O economista José Julio Senna, ex-diretor do BC, disse em entrevista ao Estadão/Broacast que a principal vulnerabilidade brasileira é exatamente o crescimento medíocre da economia desde que saiu da recessão, em 2016. Segundo ele, isso tem efeito direto, por exemplo, na taxa de câmbio - o real vem sistematicamente perdendo valor frente ao dólar. Os dados divulgados nos últimos dias pelo  IBGE mostram essa debilidade.

Em dezembro, a indústria recuou 0,7% e o varejo teve queda de 0,1% nas vendas, e os serviços recuaram 0,4%. Os dados foram uma decepção para os analistas. "Foi um mês fraco", resumiu o economista-chefe da AZ Quest,  André Muller. Como o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses, é provável que o desempenho do PIB em 2019 frustre as previsões. A projeção do próprio BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 1,2%. Para 2020, a estimativa é de 2,2%. Os dados do PIB de 2019 serão divulgados apenas no início de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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