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VALOR ECONÔMICO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, retirou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do cargo que ocupava no conselho fiscal do Serviço Social do Comércio (Sesc). Para ocupar a vaga, o governo designou o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. A decisão veio a público ontem, com a publicação no “Diário Oficial da União” (DOU), mas a portaria era de terça-feira. A mudança ocorre depois de reportagem da “Folha de S.Paulo” mostrar que, dos cinco ministros do governo Bolsonaro que inflam os salários com o recebimento de jetons (gratificação por participar de conselhos), Marinho foi o mais beneficiado. De acordo com o jornal, o ministro, que recebe salário de R$ 30,9 mil, pode receber extras que chegam a R$ 21 mil por mês.

Guedes e Marinho travam uma disputa dentro do governo em relação aos gastos públicos e à destinação de recursos para investimentos no pós-pandemia. Marinho tornou-se ministro em fevereiro, quando deixou a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em que foi o articulador da reforma da Previdência. No início deste mês, Guedes acusou Marinho de ser “despreparado” e “fura-teto”, depois de circular no mercado financeiro o rumor de que o ministro do Desenvolvimento Regional havia criticado o trabalho de Guedes em “live” com investidores e dito que o programa Renda Cidadã sairia “da melhor ou da pior forma”. Marinho negou, em nota, que tivesse dado declarações com esse teor. Procurada, a assessoria de imprensa de Marinho disse ele não comentaria a decisão de Guedes. 

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