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Crises são sempre situações esperadas pelas organizações, que costumam se planejar para possíveis tempos de turbulência. A crise do novo coronavírus, no entanto, pegou muitas empresas desprevenidas, em escala global, o que resultou na falência de muitas delas mas, por outro lado, significou a prosperidade para as que tiveram jogo de cintura nesta pandemia. O CEO da Luandre, Fernando Medina, um jovem líder com muita visão, contou em entrevista como foi impactado pela colisão com esta crise sanitária. Acompanhe:

 

Sindeprestem - De que modo o coronavírus impactou a Luandre? Houve demissões? 

 

Fernando Medina - No nosso caso tivemos um aumento de vagas. O que ocorreu foi um fenômeno bem particular onde grande parte das empresas congelaram ou cancelaram as vagas, mas ao mesmo tempo tivemos por volta de 30% dos clientes abrindo um número exponencial de vagas. Isto, somado com novos clientes, representou um aumento de mais de 30% no período.

 

S - Quais mudanças ou adaptações precisaram ser feitas na empresa? 

 

FM - Foram muitas as mudanças. A principal foi passar a equipe toda para Home Office em menos de 2 dias. Passam nas nossas recepções mais de 100 mil candidatos por mês e, de um dia par outro, fechamos o acesso ao público e transformamos nossos processos 100% online.

 

S - Alguma vez, o senhor imaginou que poderia passar por tal situação de crise? Houve alguma adequação na previsibilidade de crises futuras? 

 

FM - Acho que ninguém poderia dizer que imaginava isto até o começo do ano. Mas eu vinha acompanhando o mercado asiático e um pouco antes de chegar a pandemia aqui reuni nossa equipe de Desenvolvimento Organizacional e preparamos algumas ações caso viesse mesmo a pandemia. Isto nos deu uma velocidade muito importante. Renegociamos contratos e preparamos a empresa para o pior um pouco antes dos outros, isto nos deu uma vantagem competitiva importante. Mas, independentemente disto, acho que o mais importante em uma crise é a velocidade de reação e tomar decisões difíceis.

 

S - Qual a lição tirada desta crise toda?

 

FM - Este ano completamos 50 anos de vida e havíamos preparado uma série de ações. Uma delas um vídeo, onde falávamos, entre outras coisas, que para sobreviver 50 anos, no Brasil, é preciso acima de tudo se adaptar às mudanças para sobreviver às crises. Jamais imaginaríamos que passaríamos por mais esta situação, mas aconteceu e, felizmente, estamos conseguindo crescer. No Brasil infelizmente a grande maioria das empresas passou já por muitas crises, claro que não nesta dimensão, mas acho que somos um país com empresários que são heróis, porque não é fácil mesmo.

Acho que a grande lição que aprendemos é que, por mais que façamos planos, tudo pode mudar a qualquer instante. E quanto mais forte sua base, quanto mais rápido você reage e quanto mais certas são suas decisões, maiores as chances de sobrevivência.

 

S - Há expectativa de melhora no cenário? 

 

FM - Com certeza. Acho que o pior já passou. As lojas estão reabrindo aos poucos, empresas voltando aos escritórios e novas vagas sendo criadas. Não voltaremos ainda este ano ao normal ou ao patamar anterior, mas acho que as coisas vão melhorar.

 

S - De que modo o senhor acha que o setor de serviços terceirizados e temporários pode contribuir para a retomada da economia? 

 

FM - Posso falar mais sobre temporários, que é nosso carro-chefe. As empresas podem e devem buscar este modelo de contratações porque é o que melhor se adapta à realidade das empresas, tanto é que no mundo todo o trabalho temporário é uma válvula de escape nas crises. No Brasil, ainda há grande potencial de crescimento para este segmento, porque nem todas as empresas perceberam os inúmeros ganhos desta modalidade. Mas a Sindeprestem tem feito um grande trabalho para divulgar esta modalidade e crescer a categoria como um todo

 

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