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O ESTADO DE S. PAULO

As Bolsas de Ásia, que encerraram as negociações na manhã desta terça-feira, 31, e Europa, que começaram os pregões nesta manhã, têm alta generalizada, após uma segunda-feira, 30, muito turbulenta nos mercados internacionais. Nos pregões anteriores aos desta terça, os índices despencaram em meio às tensões causadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19. 

Nesta terça, dados positivos relacionados à China foram divulgados. Números oficiais mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial subiu de 35,7 em fevereiro para 52 em março, superando a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta a 51,5. Já o PMI de serviços chinês avançou de 29,6 para 52,3 no mesmo período. As leituras acima de 50 mostram que tanto a manufatura quanto o setor de serviços da China voltaram a se expandir em março, após se contraírem em ritmo recorde no mês passado em função do coronavírus.

Para a consultoria Capital Economics, os dados mostram que a atividade da segunda maior economia mundial começou a se recuperar, após o violento impacto da pandemia de coronavírus, mas também sugerem que a fraca demanda externe e tensões no mercado de trabalho continuam sendo obstáculos. "A plena recuperação vai demorar muito mais, considerando-se a crescente queda da demanda externa e a deterioração do mercado de trabalho - os componentes de emprego do PMI subiram, mas ainda apontam cortes de vagas", comentou Julian Evans-Pritchard, economista sênior para a China da Capital Economics, em nota a clientes. 

As reações das Bolsas de ambos os continentes em relação a esses dados alentadores foram positivas, mesmo que, em alguns casos, tímida. Os resultados parciais do dia ensaiam uma recuperação das perdas do dia anterior. 

Mercados internacionais 

Na Ásia, mais especificamente na China, o Xangai Composto teve leve alta de 0,11%, a 2.750,30 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 0,51%, a 1.665,93 pontos. Em outras partes do continente, o Hang Seng avançou 1,85% em Hong Kong, a 23.603,48 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 2,19% em Seul, a 1.754,64 pontos - ajudado por ações das indústrias farmacêutica, de construção, química e automotiva -, e o Taiex registrou ganho de 0,82% em Taiwan, a 9.708,06 pontos. A exceção foi o mercado japonês. O índice Nikkei caiu 0,88% em Tóquio, a 18.917,01 pontos, pressionado por papéis financeiros e de montadoras.

Na Oceania, a Bolsa australiana também ficou no vermelho, perdendo força nas duas últimas horas do pregão depois de chegar a subir 3,3% em seu melhor momento. O S&P/ASX 200 recuou 2,02% em Sydney, a 5.076,80 pontos. 

Na Europa, às 4h08, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,42%, a de Frankfurt avançava 1,87% e a de Paris se valorizava 1,59%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 1,51%, 1,68% e 1,91%, respectivamente.

Petróleo 

Após atingir os valores mínimos em 18 anos, os barris de petróleo recuperam os preços nesta terça, após falas em tom de harmonia entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em uma ligação telefônica realizada na tarde de segunda, eles conversaram sobre a situação da commodity e afirmaram, depois do contato, que entendem a importância da estabilidade nos mercados globais de energia, mesmo não tendo anunciado nenhuma medida concreta para sustentar os preços. 

As turbulências na economia global  fazem estragos no preço do petróleo. Na segunda-feira, 30, o preço do barril do tipo WTI chegou a ser cotado abaixo de US$ 20. No início do ano, estava cotado próximo a US$ 60. A desvalorização chega a 65%.  Com o óleo tipo Brent não é diferente. A faixa de cotação para esse índice nesta segunda-feira é de, aproximadamente, US$ 25. No começo do ano, era US$ 64, uma perda de 60% somente neste ano. Às 4h48 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 5,33% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 21,16 o barril, enquanto o petróleo Brent para junho avançava 1,55% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 26,83 o barril.

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