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O ESTADO DE S. PAULO

O desemprego, efeito econômico-social mais notável da pandemia de covid-19, começa a arrefecer nos países ricos. Embora continue alta, especialmente nos Estados Unidos, a taxa de desemprego está diminuindo nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em julho, a taxa baixou para 7,7%, ante os 8,0% de desempregados em junho. Apesar da redução, a taxa continua 2,5 pontos porcentuais maior do que a de fevereiro, antes de a pandemia atingir duramente o mercado de trabalho em todo o mundo.

O desempenho é bastante diversificado entre os países que fazem parte da organização. Na Zona do Euro, por exemplo, ele vem aumentando ininterruptamente desde abril. Mas o aumento é lento, pois alcançou 7,9% em julho e tinha sido de 7,7% em junho e de 7,3% em fevereiro. Está apenas 0,6 ponto porcentual acima do nível de antes da pandemia.

Nas sete maiores economias do mundo, a variação foi de 4,1% em fevereiro para 7,4% em julho, bem mais intensa do que a observada na média de todos os países da OCDE. Essa discrepância foi provocada pela evolução do emprego nos Estados Unidos, a maior economia do mundo.

 

Oscilações muito mais amplas do que a dos países europeus vêm sendo observadas no mercado de trabalho norte-americano (e também no canadense). A taxa de desemprego nos EUA subiu de 3,5% em fevereiro para 14,7% em abril, no auge do impacto da pandemia. Desde então, vem caindo, mas ainda continua muito alta, de 10,2% em julho, quase o triplo da observada no início do ano.

Além da diversidade do impacto da pandemia sobre o mercado de trabalho por país e por região, há diferença também de seu efeito negativo sobre o emprego de acordo com a idade dos trabalhadores. Já prejudicados em condições normais, os trabalhadores jovens (de 15 a 24 anos) foram mais atingidos pelo desemprego do que os trabalhadores com mais de 25 anos. A taxa de desemprego entre os jovens passou de 11,7% para 17,7% entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano, enquanto a dos demais trabalhadores variou de 4,6% para 7,3%.

Nos países não filiados à OCDE, a covid-19 agravou outros problemas que afetam o mercado de trabalho, entre os quais a informalidade, a baixa qualificação da mão de obra e dificuldades de crescimento econômico.

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