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O ESTADO DE S. PAULO

A pandemia da covid-19 continua provocando estragos profundos no mercado de trabalho. No trimestre encerrado em maio, havia 7,8 milhões de pessoas a menos trabalhando que no trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população ocupada, de 85,9 milhões de pessoas, era a menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. E, pela primeira, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada.

Segundo os dados do IBGE, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em maio. Em igual período de 2019, o desemprego estava em 12,3% e, no trimestre até abril deste ano, em 12,6%. No trimestre de dezembro de 2019 a fevereiro de 2020, quando o País ainda não sentia o impacto da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a taxa de desemprego estava em 11,6%. 

Com o aumento, o País tem 12,7 milhões de desempregados. São mais 368 mil pessoas à procura de trabalho em relação ao trimestre anterior. Por esse ângulo, nem parece que houve uma piora tão grande no mercado de trabalho. 

Mas é nos outros números da pesquisa que aparece o cenário trágico. A população fora do mercado de trabalho, que inclui as pessoas que não estavam trabalhando nem procurando trabalho, cresceu em 9 milhões de um trimestre para o outro, chegando a 75 milhões, um número recorde. "É o pior momento na ocupação, nunca houve tanta gente fora da força de trabalho", disse Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Dentro desse grupo, o número de pessoas desalentadas - que não buscam trabalho por acharem simplesmente que não vão conseguir - também alcançou um recorde de 5,411 milhões. O resultado significa 718 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, um aumento de 15,3%. 

"O que a gente percebe é que tem um efeito desalento que tem favorecido uma taxa menor de desemprego, mas não quer dizer que o mercado de trabalho não esteja em franca deterioração", diz Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. Para ele, a taxa de desemprego deve continuar subindo, atingindo o pico em setembro (15,5%).

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.460,00 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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