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O GLOBO

O Banco Central (BC) estuda permitir que as pessoas saquem dinheiro vivo em estabelecimentos comerciais, como se fossem um caixa eletrônico. Em entrevista à GloboNews, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que essa modalidade — que chamou de cashback — beneficiaria moradores de cidades pequenas que sofrem com a falta de agências bancárias e caixas eletrônicos.

Levantamento feito pelo GLOBO a partir de dados do BC e publicado no dia 9 mostra que, desde 2013, 427 cidades entraram para o grupo das que não têm sequer uma agência. Naquele ano, a cobertura bancária atingiu seu auge. Já em 2019, dois em cada cinco municípios não tinham agências bancárias.

MENOS GASTOS

Campos Neto ressaltou que ainda não há prazo para a medida ser implementada. A discussão do tema no BC ainda é recente, e será preciso ouvir as instituições financeiras e associações comerciais, por exemplo.

O presidente do BC avalia que lojistas também seriam beneficiados, pois facilitaria o fluxo do dinheiro, e o custo do transporte de valores tende a cair:

—O cashback é um produto muito bom porque, se eu consigo sacar um pouquinho toda vez que faço compra, não preciso ter muito dinheiro na carteira. Para a loja também é bom, porque ela tem um fluxo de dinheiro, precisa do carro-forte para pegar dinheiro toda hora. Se ela puder ir distribuindo o dinheiro entre as pessoas, é menos custo para a loja e mais eficiência para você, que tem um ATM (caixa eletrônico) potencial em cada loja.

Essa modalidade, diz Campos Neto, já existe em outros países, como os Estados Unidos, e seu funcionamento seria simples. O consumidor compraria um produto em alguma loja e pagaria um valor a mais. Essa diferença seria devolvida ao consumidor em espécie, com o possível pagamento de uma taxa de serviço.

— Vai ter uma taxa de serviço, mas muitas vezes pode ser que interesse ao lojista, para carregar menos dinheiro, porque um grande custo que existe hoje para os lojista é circular numerário —disse o presidente do BC.

O analista da Austin Rating Luis Santacreu ressalta que, em meio a um processo de redução de custos, os bancos estão fechando agências em cidades onde não há rentabilidade. Com essa medida, os custos poderiam diminuir mais, ao reduzir os gastos com logística do dinheiro em espécie, segurança e manutenção de caixas eletrônicos, por exemplo.

— Bancos estão em uma onda de redução de custos, à exceção da Caixa. Os bancos privados não vão estar mais em todos os municípios, vão começar a olhar o que melhor der resultado para eles —disse.

Santacreu lembra ainda que os bancos poderiam inclusive lucrar mais graças a um uso maior da máquina de cartão.

— O banco tem ganho quando você usa o cartão, quando vai fazer uma compra, porque ele cobra do comerciante, cobra às vezes para antecipar o dinheiro do comerciante —explicou.

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