84% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais, diz pesquisa

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Pesquisa mostra que a falta de qualificação ainda é um grande desafio para as empresas. Por Marta Cavallini, g1 Levantamento feito pela empresa de soluções para recursos humanos Infojobs mostra que 84,1% das empresas entrevistadas estão com mais dificuldade para contratar profissionais do que em anos anteriores à pandemia. Isso pode soar estranho em meio ao desemprego ainda alto no país, mas reflete o aumento da procura por profissionais qualificados. A pesquisa corrobora esse cenário: 62,6% dos entrevistados destacam que encontrar profissionais qualificados é o maior desafio, seguido por engajar os candidatos nas etapas do processo, com 9,2% dos votos, concluir o processo dentro do prazo (7,6%) e garantir que todos os candidatos recebam feedback (7,3%). A pesquisa foi realizada pelo Infojobs em novembro, com a participação de 815 profissionais. As pessoas entrevistadas são de empresas que atuam em diversos segmentos, mas os setores que mais concentram os entrevistados são comércio, TI e administração. A pesquisa também mostrou que houve um impacto nas seleções devido ao trabalho remoto imposto pela pandemia. Para os entrevistados, as maiores mudanças foram: o recebimento de currículos, que passou a ser de forma virtual para 31% dos entrevistados,a adequação à LGPD para 17% dos profissionais, já que a lei entrou em vigor durante a pandemia,a realização de vídeoentrevista (15%), ea utilização de um software de recrutamento e seleção (14%). De acordo com a pesquisa, o RH gasta mais tempo na triagem de currículos (34,6%), nas entrevistas (23,9%) e atração de candidatos (21,1%). País vive apagão, diz especialista De acordo com Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, o país vive um apagão de profissionais qualificados em diversos setores, desde a área de https://sindeprestem.com.br/wp-content/uploads/2020/10/internet-cyber-network-3563638-1.jpg até a de serviços gerais. “Isso se deve a um aumento da procura desses talentos que, consequentemente, gerou mais concorrência entre os contratantes. Além disso, há também uma reorganização por parte dos próprios candidatos, que buscaram novas perspectivas profissionais ou tiveram que mudar de área durante a pandemia”, aplica. Segundo a executiva, para driblar esse “apagão”, as empresas estão cada vez mais pensando em ações para engajar e atrair profissionais qualificados. “Atualmente, vemos empresas oferecendo benefícios diferenciados, trabalhando com maior flexibilidade, mudando modelos de trabalho e também sendo responsáveis pela qualificação dos talentos. Isso pode acontecer desde o início da carreira, com profissionais recém-formados, ou com pessoas que estão em período de formação”. Para os profissionais que estão buscando uma nova oportunidade profissional, Ana Paula ressalta que a qualificação é sempre um diferencial competitivo. “O ideal é que essas pessoas invistam no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, além de buscarem cursos e conteúdos que possam alavancar os seus conhecimentos e a sua carreira. Inclusive, no último Fórum Econômico Mundial, as habilidades interpessoais continuaram ganhando relevância, como pensamento analítico, inovação, aprendizado contínuo, estratégias de aprendizado e resolução de problemas complexos”, afirma. https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/12/11/84percent-das-empresas-tem-dificuldade-para-contratar-profissionais-diz-pesquisa.ghtml

Marco fiscal e reforma tributária serão prioridades, diz Haddad

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Futuro ministro da Fazenda também promete revitalizar acordo com UE A discussão sobre o novo marco fiscal, a reforma tributária e a revitalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia serão prioridades da equipe econômica no primeiro ano de governo, disse o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Pouco após ser confirmado ao cargo, ele concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas. O ministro disse ter em mente alguns nomes para a equipe econômica, mas que só começará a fazer os convites agora, após ter sido confirmado ao cargo. Sobre a preparação para assumir o Ministério da Fazenda, Haddad informou que a Prefeitura de São Paulo ganhou grau de investimento (selo de bom pagador) durante sua gestão. “É só olhar o histórico e ver que a Prefeitura de São Paulo recebeu investment grade [grau de investimento], pela primeira vez, durante minha gestão. Quem não olha o histórico cai em fake news”, disse Haddad, antes de deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Em relação à discussão sobre o novo marco fiscal, o futuro ministro disse que o novo governo está obrigado a definir um substituto para a regra do teto de gastos após a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. “A [versão atual] da PEC dá um prazo para que a gente faça isso”, disse Haddad. O texto aprovado no Senado estabelece até agosto do próximo ano para que o futuro governo envie uma nova regra fiscal por meio de um projeto de lei complementar. O novo ministro disse que a equipe econômica será “plural” e que será combinada junto com o Ministério do Planejamento, pasta a ser recriada e cujo titular ainda não foi anunciado. “Preciso combinar com o ministro do Planejamento, para ter uma equipe coesa”, disse. Haddad prometeu conceder uma entrevista na próxima terça-feira (13). Ontem (8), o novo ministro da Fazenda reuniu-se pela primeira vez com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro ocorreu fora da agenda oficial e só foi confirmado após o fim da reunião.

Direito de mulheres a folga quinzenal aos domingos chega a Supremo

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Folga quinzenal é prevista na CLT, mas acordos e convenções coletivas preveem outras escalas Fernanda BrigattiSÃO PAULO Nos Dez Mandamentos (o texto bíblico, não a novela da TV Record), a ordem é “guardar os domingos”, mas no mercado de trabalho, a lei é outra: nem sempre se podem escolher os dias “guardados” ao descanso. Previsto pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), principal compêndio regulatório das relações de trabalho, o trabalho aos domingos virou regra em shoppings, supermercados e zonas comerciais de grandes cidades, já que o dia é relevante para o consumo, embora a legislação recomende que a folga semanal coincida com esse dia. Para as mulheres, porém, o decreto-lei de 1943 define o direito ao revezamento quinzenal: ao menos um domingo a cada duas semanas deve ser um dia de folga. Mas na prática não é bem assim. [Funcionária desenvolve plano de trabalho. Mulher conclui tarefas de trabalho e marca datas no calendário. Gerenciamento de tempo. Ilustração para modelo de página da web em design de linha plana]O direito ao revezamento quinzenal para mulheres que trabalham aos domingos é previsto na CLT – stock.adobe.com Nos últimos anos, dezenas de ações judiciais chegaram ao Judiciário trabalhista discutindo a aplicação do artigo 386 da CLT e os possíveis conflitos com a lei 10.101/2000, que liberou o trabalho aos domingos no comércio. Somente o Sindicato dos Comerciários de Florianópolis iniciou 42 processos contra grandes redes de varejo e supermercados, desde 2016, para cobrar o cumprimento da chamada escala 1 por 1 –um fim de semana de trabalho seguido de um fim de semana de folga. A praxe em Santa Catarina, segundo o diretor da da Federação dos Trabalhadores no Comércio em Santa Catarina, Ivo Castanheira, é a escala 2 por 1 (uma folga a cada dois domingos trabalhados). Em alguns municípios, diz, os empregados estão sem acordo coletivo há cerca de quatro anos pois as empresas não aceitam prever o revezamento obrigatório para mulheres. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/12/direito-de-mulheres-a-folga-quinzenal-aos-domingos-chega-a-supremo.shtml

Movimentos sociais se articulam para reformular contribuição sindical no governo Lula

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Mesmo próximos ao presidente eleito, sindicatos pressionam o grupo de Lula por demandas trabalhistas BRASÍLIA | Do R7, em Brasília Os movimentos sociais e sindicais pressionam o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e aliados para que retome no novo governo demandas que não avançaram durante a gestão de Jair Bolsonaro. Mesmo ligados a Lula, ao PT e a partidos de esquerda, sindicatos e coletivos prometem defender pautas antigas como a contribuição sindical e mais participação da juventude nos conselhos e comitês do governo. A contribuição sindical é um dos assunto mais delicados na pauta de movimentos e sindicatos, porque divide o grupo entre os que defendem e os que não defendem a contribuição sindical compulsória. A reorganização na forma de custeio dos sindicatos já era assunto de debates internos do futuro governo, que tenta ressuscitar o imposto sindical reformulado em 2017 com a reforma trabalhista. No entanto, o formato com mais adesão é o de criação de uma taxa negocial discutida com os trabalhadores. Fontes ouvidas pelo R7 garantem que o movimento em cima do assunto é intenso há ao menos duas semanas, mas que “o imposto não será como antes”. A ideia é “manter algumas mudanças da reforma trabalhista e voltar com outras”. O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que a carta com todos os pontos importantes para a categoria será entregue a Lula nesta segunda (11), em Brasília, logo após a diplomação do presidente eleito. Segundo Patah, já está acordado com Lula que a contribuição sindical deve ser reformulada coma participação de todos os movimentos, em assembleia soberana. “Não é revogar a reforma, mas repactuar. As categorias precisam decidir se querem e quanto querem contribuir. Não é justoque alguns paguem, outros não paguem e recebam, mas isso é uma decisão da assembleia. Conversamos com Lula e ele tem indicado que temos que fazer um pacto social”, disse. Outros pontos que constam na carta que será entregue nesta segunda (11) tratam sobre as homologações, para que voltem a ser feitas pelos sindicatos; novas regras para o trabalho intermitente, como uma base salarial fixa; além de uma reformulação do Ministério do Trabalho. Legislação A Reforma Trabalhista — lei nº 13.467/2017 — alterou as disposições referentes ao tributo. Uma das mudanças mais importantes foi o pagamento do imposto sindical, que se tornou facultativo. Antes da reforma, feita durante o governo de Michel Temer (MDB), a contribuição era compulsória, descontada em folha. A retomada da cobrança da taxa sindical é vista como uma maneira de fortalecer os sindicatos e as centrais sindicais. Ainda na pré-campanha, Lula declarou que não descartava a possibilidade de implantar um mecanismo que permitisse aos sindicatos reconstruir um canal de arrecadação — uma nova taxa pode render até R$ 4 bilhões por ano às entidades. A movimentação atrai críticas, uma delas do senador eleito Rogério Marinho (PL-RN), que foi relator da reforma que acabou com o desconto obrigatório. Assim que a movimentação começou a se fortalecer, o parlamentar afirmou que essa é uma articulação do PT para “recriar uma tropa de militantes”. “A proposta de recriação do imposto sindical demonstra as reais preocupações do PT. O que os move contra a modernização das leis trabalhistas é unicamente a intenção de recriar suas tropas de militantes bancadas com o dinheiro do trabalhador. O Congresso Nacional será vigilante contra retrocessos. O trabalhador deve ter o direito de escolher se quer ou não destinar seu dinheiro aos sindicatos”, defendeu à época. https://noticias.r7.com/brasilia/movimentos-sociais-se-articulam-para-reformular-contribuicao-sindical-no-governo-lula-12122022