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06/11/2018 | Cálculo do desemprego é 'uma farsa', diz Bolsonaro - O Globo

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira que pretende rever a forma como a taxa de desemprego é calculada no país. A declaração foi dada em entrevista à Band e foi criticada por economistas que acompanham os dados de mercado de trabalho. O tema é um dos mais sensíveis na economia, com uma taxa de 11,9% de desemprego, o que significa que 12,4 milhões de pessoas estão em busca de uma oportunidade. Na mesma entrevista, ele se posicionou em relação a outras pautas econômicas, como a reforma da Previdência, defendendo a medida sem dar detalhes.

Bolsonaro criticou a metodologia da taxa de desemprego após ser informado sobre os números recentes, divulgados pelo IBGE. Sem citar o instituto, o futuro presidente disse que o número é “uma farsa”:

- Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterada no Brasil, porque isso daí é uma farsa. Quem, por exemplo, recebe Bolsa Família é tido como empregado. Quem não procura emprego há mais de um ano é tido como empregado. Quem recebe seguro-desemprego é tido como empregado. Nós temos que ter realmente uma taxa, não de desempregados, uma taxa de empregados no Brasil.

A taxa de desemprego faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que segue as metodologias recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), das Nações Unidas, o que permite que os índices sejam comparáveis com os de outros países. Procurado, o IBGE não comentou a declaração de Bolsonaro.

Simon Schwartzman, presidente do IBGE de 1994 a 1999, afirma que os critérios citados na declaração de Bolsonaro para definir quem está empregado não condizem com os usados na estatística oficial:

— Ele (Bolsonaro) está mal informado. É legítimo o governo levantar a questão, questionar, solicitar estudos, pedir ao instituto que examine sua metodologia e pedir uma proposta de revisão, que deve vir do próprio IBGE. O que não pode é vir uma determinação de cima, impondo como deve ser. Isso tem como consequência a desmoralização e uma descrença nos dados.

Ele deu como exemplo o que ocorreu na Argentina, em 2006, quando o governo de Néstor Kirchner fez uma intervenção no órgão de pesquisa que causou descrença na taxa de inflação. Depois disso, a revista britânica The Economist deixou de publicar os dados oficiais da Argentina.

 Um economista que trabalha com as estatísticas produzidas pelo IBGE explica que em nenhum momento a instituição correu o risco de sofrer interferência.

-  O IBGE foi criado em 1936, passou pelo Estado Novo e pelo Regime Militar sem nunca ter sofrido qualquer tipo de interferência de um presidente — disse o economista, que preferiu não se identificar.

Na avaliação de Claudio Considera, ex-diretor de pesquisa do IBGE, mesmo que algum tipo de interferência fosse feita, não há muito como fugir da fórmula da taxa de desemprego.

— Existe uma definição de taxa de desemprego. Não tem muito como inventar. Talvez ele esteja pensando em outra forma de medir isso, mas não consigo vislumbrar.

A metodologia oficial foi atualizada em 2016. quando a Pnad Contínua substituiu a Pesquisa Mensal de Emprego.

Ao ser perguntado durante a entrevista sobre críticas a seu governo, Bolsonaro disse que não se preocupa com isso e citou uma possível “renegociação” de dívida, sem dar qualquer explicação sobre o tema.

 

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