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16/10/2018 | Produtividade em marcha lenta - O Estado de S.Paulo

 

Editorial

A queda de 3,4% da produtividade da indústria brasileira aferida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano, foi expressiva. Deveu-se em boa parte à greve dos caminhoneiros, cujos efeitos foram altamente danosos para a economia no período analisado, mas vão sendo superados. É possível, por isso, que o gráfico da produtividade industrial volte a subir logo, retomando o crescimento que, com muito poucas exceções, vem apresentando desde o segundo trimestre de 2016.

No curto prazo, os indicadores de produtividade industrial da CNI mostram que o Brasil vem reduzindo a distância que o separa dos seus principais parceiros comerciais no que se refere à eficiência produtiva do setor manufatureiro. Entre 2016 e 2017, por exemplo, a produtividade do trabalhador industrial brasileiro aumentou 4,3%, superada apenas pela melhora registrada pela indústria sul-coreana, cuja produtividade no período cresceu 5,8%, de acordo com a publicação Produtividade da Indústria relativa ao segundo trimestre, divulgada pela CNI. O ganho de eficiência do trabalho na indústria brasileira foi praticamente igual ao alcançado pelos Países Baixos (de 4,2%), mas maior do que o registrado pela Argentina (3,8%) e pelo Japão (3,3%). Reino Unido, Alemanha, França, Estados Unidos e Itália registraram aumentos menores do que 3% e o México teve sua produtividade industrial reduzida em 0,6% no ano passado. Segundo a CNI, a produtividade do trabalho do País no ano passado ficou 2,3% acima da média dos principais parceiros comerciais.

A eficiência da indústria vem melhorando em relação aos principais parceiros comerciais do País há tempos. Entre 2012 e 2017, a produtividade aumentou 9,3% no Brasil, ganho igual ao da Coreia do Sul. Foi ligeiramente menor do que o alcançado por França, Alemanha e Países Baixos, de 10%, mas maior que o de outros países com os quais mantém forte intercâmbio comercial.

São números que indicam um setor manufatureiro dinâmico, buscando equiparar seu desempenho ao das grandes potências industriais. Mas, como observou a economista da CNI Samantha Cunha, “apesar do ganho que tivemos nos anos mais recentes, a competitividade continua um importante desafio para a indústria”. 

Dados relativos a períodos mais longos mostram, de fato, que falta muito para o Brasil recuperar a capacidade de competir que já teve. Entre 2000 e 2016, por exemplo, a produtividade do trabalho na indústria da Coreia do Sul cresceu 118,4%. No período, no grupo dos países considerados seus principais parceiros comerciais, o Brasil foi o que teve o pior desempenho, com ganho de apenas 8,8% no período. Os Estados Unidos, cuja eficiência produtiva ainda os mantém como a maior economia do planeta, tiveram ganho de 65,4%. São números que deixam claro quanto o Brasil foi ficando para trás na disputa por eficiência e competitividade.

A indústria vem perdendo espaço na produção total em todo o mundo. No Brasil, a fatia da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) se reduziu pela metade entre 1970 e 2017, passando de 21,0% para 10,0%. Essa redução provocou mudanças estruturais no setor manufatureiro. Tais mudanças decerto afetaram a produtividade. Mas não se pode esquecer que o lento avanço da eficiência da indústria tem outras causas. Uma delas é a baixa qualidade da educação, que não prepara adequadamente profissionais para os diferentes campos de trabalho. A pouca integração da economia brasileira à economia mundial reduz a competição e desestimula a busca de eficiência, inovação, tecnologia e modernização, indispensáveis para melhorar a produtividade. O peso dos impostos, a precariedade da infraestrutura, a burocracia excessiva, por sua vez, impõem custos adicionais que retiram competitividade do produto brasileiro, o que induz o produtor a buscar proteção, que leva à acomodação.

É um círculo que precisa ser rompido para inserir o Brasil no mapa das principais economias do mundo.

 

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