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06/11/2019 | Varejistas e fabricantes de bens de consumo crescem - Valor Econômico

Grandes empresas que abastecem o consumidor com alimentos, bebidas, roupas, medicamentos, produtos de higiene pessoal e eletroeletrônicos estão conseguindo aumentar a receita a um ritmo quatro vezes maior que a inflação. Estratégias para ampliar vendas, como investir no comércio on-line, e melhorar a produtividade, repondo estoques mais rapidamente, ajudam a explicar o desempenho, que também recebe um certo impulso com a liberação dos saques do FGTS.

De acordo com dados compilados pelo Valor Data, 12 empresas do setor de consumo listadas na B3 tiveram um crescimento de 12,4% na receita líquida do terceiro trimestre, em comparação com o mesmo intervalo de 2018. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE indica uma inflação de 2,89% no acumulado de 12 meses até setembro. Juntas, GPA, Lojas Americanas, B2W, Magazine Luiza, Renner, Raia Drogasil, Multiplan, Ambev, Arezzo, Grendene, Vulcabras Azaleia e Cia. Hering alcançaram no trimestre uma receita líquida de R$ 45,19 bilhões, R$ 5 bilhões a mais que a receita apurada um ano antes. Já o lucro líquido atribuído aos controladores cresceu menos, 5,9%. As 12 companhias acumularam um lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, ante um ganho de R$ 3,7 bilhões de julho a setembro de 2018. O crescimento mais fraco do lucro em relação à receita foi associado em parte à adoção da norma contábil IFRS 16. As empresas também relataram nos balanços perdas com variação cambial como fator de pressão nos lucros.

Essas pressões foram compensadas em parte por gastos financeiros mais baixos com juros e créditos tributários pela exclusão do ICMS sobre a base de cálculo de PIS e Cofins. As companhias associam o crescimento ao fortalecimento do comércio eletrônico e da operação de multicanal (que integra venda digital e física), à expansão das redes de lojas, e a investimentos em logística para melhorar a reposição de estoques. Na esfera macroeconômica, consideram que há sinais de uma recuperação pequena mas gradual, favorecida por inflação e juros mais baixos em relação a 2018 e pelo início da liberação de recursos do FGTS. “Os resultados do terceiro trimestre mostram que, embora o crescimento do varejo seja pequeno, a recuperação é sistêmica. Há um movimento geral de crescimento nas vendas. Não são mais apenas algumas empresas com crescimento descolado do resto”, diz Alberto Serrentino, sócio e fundador da consultoria Varese Retail.

Empresas que já apresentavam desempenho forte durante a fase mais aguda da crise econômica, como Magazine Luiza, Renner, Raia Drogasil e Arezzo, continuaram crescendo no terceiro trimestre. E companhias que tiveram um desempenho mais fraco na crise, como Cia. Hering, Pernambucanas, Riachuelo e Marisa, deram sinais de melhora, disse Serrentino. Nuno Fouto, diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), observou uma melhora no fluxo de crédito para pessoas físicas e recuperação lenta na taxa de emprego, que contribuem para o aumento do consumo no terceiro trimestre. Fouto observa que no acumulado de 12 meses até agosto foi registrada uma geração líquida de 458,9 mil novos postos de trabalho formais. A massa de rendimento real mensal dos trabalhadores cresceu 1,84% e as concessões de crédito aumentaram 11,54%. Tudo isso contribuiu para o varejo crescer 4,25% nos oito primeiros meses do ano, de acordo com dados do IBGE. O diretor do Ibevar pondera que o cenário deve ser mantido nos próximos meses e o avanço de vendas do varejo no quatro trimestre deve ser “pequeno”.

O Ibevar prevê um crescimento real nas vendas do varejo de 3,54% nos três últimos meses do ano. No acumulado de 2019, o avanço real deve atingir 3,66%. “O crescimento será menor que em 2018. É um retorno cauteloso do crescimento”, avaliou Fouto. No ano passado, o varejo teve crescimento real de 6,26%, favorecido por uma base de comparação muito deprimida em 2017, segundo o professor. “Cerca de 60% do consumo é diretamente influenciado pela renda. Um crescimento mais forte nos próximos trimestres vai depender de uma evolução mais expressiva na renda real das famílias e de uma expansão maior do crédito para pessoas físicas”, avalia Fouto. Thiago Macruz, analista do Itaú BBA, também considera que os resultados das companhias abertas devem-se principalmente às estratégias individuais das empresas, havendo pouca melhora no ambiente macroeconômico. “Mesmo nas empresas que tiveram melhora em relação ao período de recessão, como a Cia. Hering, os resultados foram reflexo de mudanças na estratégia das companhias. Não vejo mudança nos sinais da economia”, afirma o analista.

Macruz diz ainda que parte das empresas relatou bom ritmo de vendas em outubro, sinalizando que o quarto trimestre pode ser um pouco mais forte que o terceiro. “Para 2020, a perspectiva melhora, a expectativa é de PIB [Produto Interno Bruto] mais alto.” Para Pedro Fagundes, analista da XP Investimentos, as empresas demonstram um pouco mais de otimismo em relação à perspectiva futura. “As empresas que estavam com planos mais conservadores voltam a abrir lojas, investem na operação multicanal, na reforma de lojas. Tudo isso é sinal de otimismo em relação ao futuro.” Serrentino estima melhora na economia em 2020, após a aprovação e entrada em vigor das reformas da previdência e tributária. “Existe uma grande chance da economia crescer de 2% a 3% em 2020, o que pode levar o varejo a crescer de 4% a 5%. As redes já estão anunciando expansão de lojas, é um sinal de que há confiança na melhora do ambiente”, diz o consultor. O Magazine Luiza, por exemplo, planeja inaugurar 50 lojas até dezembro, subindo o total de unidades para 1.089. A Multiplan informou que as vendas dos seus shoppings em outubro devem crescer entre 8% e 9%, graças à abertura de lojas. No terceiro trimestre, o crescimento foi de 5%. A Pernambucanas vai acelerar as inaugurações, para fechar o ano com 35 novos pontos. No ano passado, foram 28. 

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