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01/11/2019 | Fiat e Peugeot fecham acordo e criam quarta maior montadora do mundo - Valor Econômico

A PSA da França, proprietária da Peugeot, e a Fiat Chrysler (FCA) fecharam um acordo de fusão que cria a quarta maior montadora de automóveis do mundo e reconfigura o setor automotivo. A PSA e a FCA informaram que suas diretorias concordaram em “trabalhar na direção” de uma união que daria aos acionistas de cada grupo a propriedade de 50% da nova entidade. “Ambas as diretorias deram a suas respectivas equipes o mandato para finalizar as discussões... nas próximas semanas”, informaram as duas empresas ontem de manhã, depois de reuniões de seus diretores na noite de quarta-feira.

A transação cria uma empresa com receitas de € 170 bilhões, lucro operacional recorrente de mais de € 11 bilhões e vendas combinadas de veículos de 8,7 milhões, colocando-a à frente da General Motors e da Hyundai-Kia em vendas. Na Europa, as vendas da empresa ultrapassariam até as da Volkswagen, que tem o domínio histórico do setor na região. A preços correntes de mercado, a entidade combinada vale quase € 43,4 bilhões. Enquanto as ações da FCA subiram 8,22% em Milão, as da PSA caíram 12,86% em Paris, e analistas do Citi apontavam para a falta de um pagamento em dinheiro: “No geral, os termos do acordo favorecem os acionistas existentes da FCA (que se beneficiam de uma distribuição em dinheiro equivalente a 30% do valor de mercado), enquanto se pede aos acionistas do grupo PSA que continuem a ter paciência.” Para equilibrar o valor das duas empresas, a PSA distribuirá entre os acionistas sua participação de 46% na fabricante de peças Faurecia, no valor de € 2,7 bilhões pelo fechamento de quarta-feira, segundo analistas. 

Os acionistas da FCA receberão um pagamento em dinheiro de € 5,5 bilhões e o lucro com a venda da Comau, sua unidade de fabricação de robôs, estimada entre € 200 milhões e € 300 milhões. “Ajustando para a diferença de valor de capitalização de mercado e os dividendos pagos aos acionistas respectivos, chegar a uma partilha de 50%-50% sugere que a PSA está pagando um prêmio de 32% para assumir o controle da FCA”, disse Philippe Houchois, analista do setor de automóveis da Jefferies. As duas empresas pretendem estabelecer uma fusão 50%-50% apenas de ações, na qual Carlos Tavares, executivo-chefe da PSA, administraria o negócio e John Elkann - membro da família Agnelli da Itália, que controla a FCA - seria seu presidente. Tavares teria um mandato inicial de cinco anos. A diretoria de onze membros será composta por seis pessoas indicadas pela PSA, entre elas Tavares, e cinco nomeadas pela FCA. O grupo combinado terá sede na Holanda, um local neutro, onde a FCA está domiciliada, e será listado nas bolsas de Paris, Milão e Nova York. Ele “continuará a manter presenças significativas nas atuais sedes operacionais na França, na Itália e nos Estados Unidos”. 

Cerca de € 3,7 bilhões em sinergias anuais estimadas estão na mira, 80% nos primeiros quatro anos, “sem nenhum fechamento de fábricas resultante da transação”. Segundo o comunicado, o custo total único de atingir essas sinergias é avaliado em € 2,8 bilhões. Analistas do UBS receberam bem a transação, já que a PSA busca aumentar a exposição em novas regiões, como a América do Norte, enquanto “a FCA tem o maior risco de não cumprir as metas de redução de emissões de carbono, com a possibilidade de ter de pagar multas como consequência” e “a PSA poderia transferir sua tecnologia de transmissão a um custo altamente competitivo, ao usar como base sua experiência com a Opel.” A PSA comprou a Opel-Vauxhall da General Motors em 2017 e presidiu uma reviravolta dramática na montadora de carros, que antes passava por dificuldades. 

Ontem de manhã, o governo francês, que tem 12,2% da PSA por meio do banco de investimentos BPI, elogiou a transação. O governo francês fora responsabilizado pelo colapso de uma tentativa anterior de fusão entre a FCA e a rival francesa Renault, no início deste ano. Haverá congelamento de sete anos, o que significa que eles devem manter seu nível de participação acionária para os maiores investidores do grupo: Exor, BPI, Dongfeng e a família Peugeot. Também haverá um bloqueio de três anos para a Exor, o BPI e a família Peugeot, o que significa que eles não poderão vender ações, exceto pela permissão para que a família Peugeot aumente sua participação de 12,2% em até 2,5% comprando ações do BPI ou da Dongfeng.

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