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31/10/2019 | Incerteza derruba índice de confiança no setor de serviços - Valor Econômico

Incertezas em relação à demanda prevista para os próximos meses levaram ao recuo de 0,4 ponto no Índice de Confiança de Serviços (ICS) entre setembro e outubro, para 93,6 pontos, informou ontem a Fundação Getulio Vargas. Para Rodolpho Tobler, economista da FGV, na prática o empresariado do setor tem percebido demanda satisfatória, no momento presente, com a perspectiva de saques do FGTS e PIS/Pasep elevando poder aquisitivo da população. Mas os empresários têm dúvidas em relação à sustentabilidade do quadro atual de demanda favorável. O especialista não descartou volatilidade do ICS até o fim do ano, a refletir o conflito entre boas avaliações de momento presente, junto com expectativas em baixa, por parte do empresariado do setor. Esse conflito já é visível na evolução dos dois sub-indicadores componentes do ICS de outubro.

No mês, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu 3,6 pontos ante setembro, para 94,6 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,8 pontos no período, para 92,7 pontos. Tobler acrescentou que, no caso do ISA, foi o maior patamar para o índice desde junho de 2014 (94,3 pontos). “Os empresários estão sentindo melhora na demanda atual. Mas sabem que essa demanda é influenciada por coisas como saque do FGTS e não sabem se vai durar.” Um dos aspectos que elevam cautela quanto ao futuro é a continuidade do cenário lento na retomada da atividade, como também da demanda do mercado interno. “O setor sabe que a recuperação [da demanda] ainda é lenta e gradual, assim como a da economia.” 

Isso na prática derruba previsões sobre o futuro. Ao detalhar sobre a evolução do IE em outubro, Tobler informou que, nesse sub-indicador, o tópico demanda prevista teve queda de 4,5 pontos, para 92,7 pontos, ante setembro. Esse é o menor nível para esse tópico desde maio desse ano (92,4 pontos), acrescentou ele. Assim, para os próximos meses, a possibilidade mais provável é que o ICS continue a oscilar. O indicador será influenciado, ao mesmo tempo, por duas forças, uma positiva e outra negativa: avaliações sobre momento presente em alta; e projeções cautelosas para o futuro, respectivamente, salientou o técnico. O economista negou que o recuo em outubro represente interrupção da retomada da confiança do setor de serviços. “A confiança do setor continua em recuperação. Lenta e gradual, mas ainda assim a retomada está em continuidade.”

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