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31/10/2019 | Os desafios do trabalho do futuro - O Globo

Um novo mundo do trabalho está se desenhando, em que a polarização entre a indústria e os trabalhadores não faz mais sentido. Ambos agora buscam garantir a participação humana nas atividades produtivas, em funções qualificadas e inovadoras, que serão peças-chave do sucesso dos negócios de qualquer país no mercado global.

A avaliação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que defendeu, durante o seminário Pelo Futuro do Trabalho, o fortalecimento do setor produtivo no Brasil por meio de um pacto nacional entre empresários, trabalhadores, governo e instituições de ensino e de tecnologia para que o país garanta sua presença na Indústria 4.0.

— Há poucos anos, seria difícil imaginar um encontro entre a Confederação e os representantes dos trabalhadores. Mas o mundo tem caminhado de uma forma que é necessário tentar enxergar os assuntos pelo mesmo binóculo, para poder ver mais longe, no futuro — afirmou.

PARCERIA

Promovido pela CNI em parceria com as seis maiores centrais sindicais do Brasil — CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT —, o seminário teve como objetivo discutir os desafios para preparar o trabalhador brasileiro para a quarta revolução industrial e a construção de políticas públicas que contribuam para que o país aproveite as oportunidades destes tempos de grandes avanços tecnológicos.

O diretor-geral de Mídias Impressas do Grupo Globo, Frederic Kachar, concordou que se trata de um assunto urgente para o país, que já afeta o presente. Ele destacou durante o evento que o tema é importante nos editoriais dos veículos, mas também dentro das empresas.

— Temos hoje uma série de competências fundamentais que há dez anos nem sequer faziam parte dos nossos planos. Mesmo áreas tradicionais como a redação e o comercial exigem hoje um conhecimento, um nível de qualificação totalmente novo e dinâmico — avaliou.

DIÁLOGO

Desde julho, a CNI tem estreitado o diálogo com as representações do trabalhadores para a construção de uma agenda comum pelo desenvolvimento do Brasil. O seminário teve como objetivo levar a público a importância de se conquistar avanços concretos nas políticas de qualificação e requalificação do trabalhador em face dos avanços da tecnologia.

O desafio é grande. Segundo o Mapa Industrial da Indústria 2019-2023, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), será preciso qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais, nos próximos quatro anos. Além disso, oito em cada dez trabalhadores da indústria já estão empregados e precisam se requalificar.

Para o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, os avanços tecnológicos têm promovido mudanças radicais nas formas de produzir e de trabalhar. Ele reforçou a necessidade de se manter o diálogo em torno destes temas estratégicos e dos assuntos que têm a convergência entre a indústria e os trabalhadores.

— Precisamos colaborar par um futuro com máquinas, inteligência artificial, com desenvolvimento industrial, mas, acima de tudo, com respeito ao homem, à vida e à dignidade do trabalhador — afirmou.

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