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21/10/2019 | A melhora do emprego no mercado formal - O Estado de S. Paulo

A expansão do mercado de trabalho formal em setembro é um dado animador. Ao longo do ano, foram abertos mais de 760 mil postos de trabalho com carteira assinada. Não se deve perder de vista, porém, o fato de que 12,6 milhões de trabalhadores estão desempregados, o que representa um dos mais graves problemas do País.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados em setembro 157.213 empregos formais, número que é a diferença entre as contratações (1.341.716) e as demissões (1.184.503). Este foi o melhor setembro desde 2013. Nos primeiros nove meses do ano, foram criados 761.776 empregos formais, 6% a mais do que no mesmo período do ano passado.

O setor que liderou as contratações foi o de serviços, com 64.533 novos empregos, seguido pela indústria, com 42.179, que foi o melhor resultado para este setor desde janeiro de 2018. Novas vagas foram abertas no comércio (26.918), na construção civil (18.331), agropecuária (4.463), extração mineral (745) e administração pública (492). A criação de empregos formais em setembro não se concentrou, portanto, em alguns setores.

O economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, afirma que, no caso da indústria, houve um efeito sazonal, pois setembro é mês de preparação para os estoques de final de ano. Mas há aí um lado positivo, porque “gerar saldo na indústria é mais difícil do que no serviço ou no comércio, porque você precisa contratar pessoas muito mais qualificadas”. A seu ver, o resultado de setembro “tende a se repetir, com a criação mais robusta de postos de trabalho”. Por isso, espera em outubro um resultado “pelo menos igual” ao de setembro e um quarto trimestre forte, empurrado pela Black Friday e pelo Natal.

Mesmo que essas previsões se confirmem inteiramente, o realismo impõe que se modere o otimismo. A renda não cresce de maneira contínua nem na velocidade das contratações. Houve alta de 3% no salário médio dos novos postos de trabalho em setembro, em relação ao mesmo mês de 2018, mas não se pode esquecer que, na comparação com agosto, houve queda de 0,74%, já descontada a inflação.

O principal elemento a considerar, porém, são as enormes dimensões do desemprego. Resolver esse problema é tarefa para vários anos de esforço e perseverança.

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