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14/10/2019 | O desempenho errático do setor de serviços (Editorial) - O Estado de S. Paulo

Causou certa decepção entre os analistas do mercado financeiro o desempenho do setor de serviços em agosto. A queda de 0,2% na comparação com o mês anterior – apontada pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – foi mais intensa do que a mediana das estimativas dos economistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de informação econômica em tempo real da Agência Estado, e indica um comportamento errático do setor.

A um mês de alta, segue-se outro de retração. Houve queda de 0,7% em junho na comparação com maio; já em julho o setor cresceu 0,7% na comparação com junho. Em agosto, o desempenho voltou a ser negativo. Como consequência, o crescimento do volume de serviços acumulado em 12 meses vem perdendo ritmo. Em junho, o aumento tinha sido de 0,7% em comparação aos resultados dos 12 meses anteriores; em julho, de 0,9%; e, em agosto, de 0,6%.

Dos cinco ramos que compõem o setor de serviços, três (serviços prestados às famílias, transportes e outros serviços) tiveram desempenho negativo em agosto na comparação com julho. Os serviços prestados às famílias vinham contribuindo para a recuperação do setor desde o ano passado, mas registraram recuo nos três últimos resultados mensais divulgados pelo IBGE. Já os transportes, cujo desempenho está diretamente vinculado ao ritmo de expansão da economia, voltaram a apresentar queda em agosto (haviam tido retração também em junho).

A despeito desses pontos negativos, é possível identificar nos resultados de agosto do setor de serviços alguns sinais otimistas. “Com essa oscilação de agosto, parece que batemos o fundo do poço”, avaliou o economista da consultoria Pezco Hélcio Takeda. Ou, como ele resumiu, o quadro está começando a parar de piorar.

Resultados divulgados recentemente pelo IBGE mostram que a indústria avança e o comércio parou de cair. Mas o declínio dos serviços em agosto, combinado com o desempenho dos outros setores, mostra que a recuperação econômica que se pode vislumbrar será lenta e gradual. O mercado de trabalho, de sua parte, continuará marcado por altas taxas de desemprego. Por isso, a população ainda levará algum tempo para começar a sentir a melhora de suas condições de vida. 

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