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11/10/2019 | Governo minimiza omissão dos EUA ao Brasil em carta à OCDE - Valor Econômico

Gerou reações desencontradas no governo Jair Bolsonaro uma carta assinada pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com apoio explícito apenas à entrada da Argentina e da Romênia na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na carta, revelada pela agência de notícias Bloomberg e cujo teor foi confirmado pelo Valor, os EUA defendem uma expansão da OCDE em “ritmo comedido”, sem mencionar o Brasil. Isso vai na contramão da declaração pública de apoio do presidente Donald Trump ao Brasil, em visita oficial de Bolsonaro aos EUA, em março.

Horas depois da divulgação da notícia, Trump, no Twitter, chamou de “fake news” a informação de que os Estados Unidos deixaram de apoiar a entrada do Brasil e reiterou seu apoio ao “início do processo de incorporação plena”. Do lado brasileiro, igualmente pela rede social, Bolsonaro disse que a informação veio da “fake news media”, e o chanceler Ernesto Araújo afirmou que “nova parceria com os EUA está mais forte do que nunca”. Para um alto funcionário brasileiro que tem acompanhado todo o esforço de adesão do Brasil à OCDE nos últimos anos, essa atitude do Departamento de Estado pode ser considerada frustrante.

Nos bastidores, Washington avisou que continua apoiando o Brasil, mas realmente prefere começar pela dupla Argentina-Romênia. Nenhum outro país, entre os seis candidatos a entrar, já aderiu espontaneamente a tantos instrumentos e normas da organização quanto o Brasil. Peru, Croácia e Bulgária também pleiteiam o ingresso. Chamada frequentemente de “clube dos países ricos”, a OCDE é na verdade uma organização que reúne e tenta espalhar boas práticas entre seus membros. México e Chile são os únicos membros na América Latina. Para o governo Bolsonaro, a adesão seria importante para impulsionar reformas macroeconômicas e a dinamização dos negócios no Brasil, aumentando a atratividade para investidores estrangeiros.

A candidatura foi apresentada oficialmente pela gestão Michel Temer em maio de 2017. A Casa Branca, segundo fontes, teria avisado o Brasil de que a defesa de entrada antes da Argentina - explicitada na carta - visa empurrar a reeleição de Mauricio Macri, que busca um novo mandato nas eleições deste mês. Há enormes dúvidas, inclusive, se a vitória de Alberto Fernández-Cristina Kirchner faria Buenos Aires desistir de sua candidatura. O novo governo começa em dezembro. Um integrante da equipe econômica minimiza a carta de Pompeo e garante que o apoio americano continua sendo indiscutível, sem nenhum recuo em relação à postura anunciada por Trump. “É como se três ou quatro amigos combinassem de jantar em um restaurante e, quando chegam, há uma briga do maître com o garçom e ninguém pode sentar.”

A metáfora serve para ilustrar a disputa conceitual entre EUA e União Europeia sobre o futuro da OCDE. Washington acha que a organização está ficando inchada e sob influência crescente da Europa. Por isso, prefere uma ampliação moderada e quer dar uma “forcinha” para Macri, que tem excelente relação pessoal com Trump. Já a UE luta por uma expansão de dois em dois. Para cada não europeu, um do próprio continente. Ángel Gurría, atual secretário-geral da OCDE e com mandato terminando em 2020, propôs em maio uma expansão gradual. O “Plano Gurría” começava com a Argentina, seguiria com a Romênia e continuaria com o Brasil. As outras candidaturas ficariam em aberto.

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