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04/10/2019 | Governo ‘descobre’ ter fatia em 637 empresas - O Estado de S. Paulo

O governo federal “descobriu” ter mais empresas do que imaginava. São 637 companhias entre controladas pela União, subsidiárias, coligadas e participações, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, 3, pelo Ministério da Economia.

Até então, o governo trabalhava com o número de 133 empresas estatais, que só considerava controladas e subsidiárias. Foi a primeira vez que as participações minoritárias foram incluídas no levantamento, o que acabou inflando o número.

Depois do pente-fino, mesmo o total de empresas controladas e subsidiárias cresceu, passando para 205, com a inclusão, principalmente, de sociedades de participação especial (SPE) e empresas internacionais. O balanço mostrou que só a União tem participação minoritária em 43 empresas, fora as participações de empresas como BNDES e Banco do Brasil.

“É um Estado empresário”, afirmou o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar. Ele justificou a inclusão de participações minoritárias da União no balanço dizendo que é necessário aumentar a transparência dos dados. “Estamos com esses dados mostrando que, por exemplo, União tem ação da Bombril. Não temos gaze nos hospitais, mas temos milhões de reais em empresas. Isso é ético?”, questionou. “O Estado tem empresas que não faz sentido ter, estamos buscando transparência para que sociedade saiba onde estamos investindo o dinheiro do pagador de impostos”, afirmou. 

Balanço

O governo divulgou ontem ainda que as privatizações, desinvestimentos, concessões e vendas de ativos naturais da União somaram US$ 23,5 bilhões (R$ 96,2 bilhões) de janeiro a setembro deste ano. O valor ultrapassou a meta do ministro Paulo Guedes, que disse, em janeiro, esperar um número de pelo menos US$ 20 bilhões.

O balanço mostra ainda que o governo gastou R$ 190 bilhões nos últimos dez anos com subvenções e aportes em estatais.

Mattar disse que o governo terá mais uma reunião do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e que um novo grupo de empresas entrará no grupo de “privatizáveis” – já há 17 nesta lista, incluindo Correios e Dataprev. “Mas Petrobrás, Caixa e BB não estão em nosso mandato para privatização”, frisou.

O secretário ressaltou que o governo reduzirá a participação minoritária que tem em empresas, mas não quis dizer em qual ritmo. Ele afirmou que o governo poderá ser “mais ousado” na venda de participações do BNDES, que tem mais liquidez. “O BNDES vai vender participações de forma a não perturbar o mercado. Não vamos vender tudo de uma vez, seremos “céleres de forma gradativa”, completou.

Segundo ele, existe grande alinhamento entre os ministros sobre privatizações, mas ainda se discute o “timing” para cada processo. O secretário disse esperar celeridade a partir de agora, por exemplo, no projeto de saída do controle da Eletrobrás.

“O Congresso tem mostrado responsabilidade e sensatez, mesmo com desidratação da Previdência. Estou confiante que Congresso será muito favorável às privatizações. Os parlamentares terão responsabilidade e aprovaremos os projetos necessários para as privatizações”, afirmou.

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