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02/10/2019 | Com maior otimismo em nove anos, Fiesp prevê alta nas vendas industriais - Valor Econômico

A indústria paulista espera aumentar suas vendas em 3% este ano, aponta pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os dados mostram também que, embora não esperem um resultado estrondoso neste ano, os empresários industriais estão mais otimistas do que há um ano. Para o governo, os números indicam que a retomada começou. A parcela de empresários que se dizem otimistas ou muito otimistas em relação ao desempenho no segundo semestre do ano atingiu 50,6% em 2019, ante 27,8% na mesma sondagem feita em julho de 2018. É o melhor resultado desde 2011.

Na mesma comparação, as que se disseram pessimistas ou muito pessimistas recuaram de 27,7% para 13,9%. “A economia dá sinais concretos de mudança positiva”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “No primeiro semestre havia dúvida, todo mundo na expectativa se haveria ou não as reformas, mas tem uma hora que as coisas começam a acontecer e destravam.” A virada, porém, não é brusca como uma manobra de lancha, e sim lenta como a de um transatlântico, comparou. Entre as pesquisadas, 50,7% disseram esperar aumento da produção e 50,9% estimam aumento nas vendas internas. Embora positiva, é ainda modesta a perspectiva de contratação. De acordo com sondagem, 28,6% das empresas pretendem ampliar seu quadro de empregados no segundo semestre, ante 67,2% que afirmaram não ter planos de contratação no período. Ainda assim, é o melhor indicador observado desde 2012. A perspectiva é melhor nas empresas de grande porte, das quais 33,3% disseram ter planos de aumentar o número de empregados, ante 26,2% das médias e 29,2% das pequenas.

Esses pequenos avanços indicam uma retomada sustentada, avaliou o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa. “Não queremos voos de galinha, e sim uma trajetória de crescimento sustentada.” Ele lista mais três itens que, a seu ver, indicam a solidez do processo: a retomada é equilibrada em toda a economia, a criação de empregos é paulatina e a recuperação pelo lado da oferta. “Os sinais indicam que a retomada já começou.” Para Skaf, faltam medidas de curto prazo para catalisar o processo. Mas ele ressalta que a economia crescerá perto de 1% neste ano e acima de 2% no ano que vem, “sem forçar a barra” com medidas de estímulo ao consumo. “A retomada vem numa velocidade menor do que gostaríamos, mas vem com mais solidez.

Embora a reforma da Previdência não esteja ainda aprovada, o presidente da Fiesp avalia que o quadro político e econômico é melhor do que o do primeiro semestre. No começo do ano, lembra ele, havia dúvidas se a proposta seria aprovada, especialmente na Câmara, o que já aconteceu. Além disso, muitas medidas foram tomadas para melhorar o ambiente empresarial, como a MP da Liberdade Econômica e a revogação de um conjunto de Normas Regulamentadoras que tratam da saúde e segurança no trabalho e que elevavam muito o custo de operação das empresas. Outros avanços importantes no primeiro semestre, ressaltou Skaf, foram as assinaturas dos acordos do Mercosul com a União Europeia e com o Efta (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). As concessões em infraestrutura realizadas pelo governo federal também deram sinal positivo para a economia.

Além disso, a taxa de juros básica no Brasil está no menor patamar da história, o que contribui para o otimismo. “Falta baixar o spread”, cobrou. As vendas no varejo reagiram, o que torna positiva a perspectiva do empresário industrial. O emprego também começou a dar sinais de melhora. O otimismo vem após um primeiro semestre neutro para a indústria. Em relação à primeira metade de 2018, 34,8% avaliaram que o desempenho melhorou, enquanto 28,5% acham que ficou igual, e 35,3%, que foi pior. A parcela dos que sentiram melhora foi até inferior à observada no primeiro semestre de 2018, quando atingiu 36,6%. No entanto, esse foi o segundo melhor resultado desde 2012. Por essa razão, a Fiesp avalia que a indústria teve um primeiro semestre neutro, mas com viés de alta.

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