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27/09/2019 | A recuperação do emprego (Editorial) - O Estado de S. Paulo

Com a geração de 121.387 postos no mês passado, o mercado de trabalho formal apresentou o melhor resultado para o mês de agosto desde 2013. É o quinto mês consecutivo que cresce o número de empregados no mercado formal. No ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mantido pelo Ministério da Economia, o saldo é positivo em 593.467 novos postos de trabalho formais, resultado melhor do que o observado nos primeiros oito meses de 2018, quando foram criadas 568.551 vagas. É um dado particularmente auspicioso porque são empregos que oferecem mais garantias para o trabalhador e, em geral, remuneração mais alta e melhores condições de trabalho.

O resultado foi comemorado pelo governo. “O Caged sinaliza a recuperação gradativa do emprego e do crescimento econômico, após um primeiro semestre repleto de desafios”, disse, em nota, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo. De fato, outro indicador, bem mais amplo que o Caged e com períodos de aferição diferentes, igualmente vem mostrando alguma melhora no mercado de trabalho. Trata-se da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que afere a situação de todo o mercado, tanto o formal como o informal, bem como contém dados que permitem avaliar a qualidade do emprego. Na Pnad Contínua, porém, a melhora é mais lenta e se deve basicamente à expansão do mercado informal. Ou seja, a recuperação numérica vem acompanhada de algum grau de perda de qualidade do emprego.

No caso do Caged, há bons sinais que merecem ser destacados. Dos oito ramos da economia em que o mercado de trabalho é dividido, seis registraram aumento no número de empregados, o que mostra a abrangência da recuperação. Um dos que registraram queda, o de serviços industriais de utilidade pública, teve perda de 77 empregos formais em agosto, variação próxima da estabilidade. Houve fechamento de 3.341 postos na agropecuária, consequência sobretudo das demissões líquidas no cultivo de café.

Dos ramos que registraram aumento no número de empregados formais, o destaque foi o de serviços, com a abertura de 61.730 postos, principalmente nos segmentos de educação (em razão do início do semestre letivo) e de administração de imóveis (este por causa do aumento do número de lançamentos, estimulados pela maior oferta de crédito e pela maior confiança das famílias). O segundo melhor resultado por ramo de atividade foi o do comércio, com a abertura de 23.626 vagas, quase todas no varejo, o que indica a volta do consumidor às compras.

A geração de 19.517 postos pela indústria de transformação em agosto sugere a recuperação da atividade em um segmento da economia duramente atingido nos últimos anos. Deve-se, no entanto, avaliar com alguma cautela esse número, pois o período de agosto a outubro concentra as contratações temporárias da indústria para o atendimento das encomendas para o fim de ano. É preciso esperar os próximos resultados, sobretudo os dos dois últimos meses do ano, para ter mais segurança sobre a evolução do mercado de trabalho industrial.

Além de tudo, é preciso ver o quadro geral mostrado pela Pnad Contínua para ter uma visão precisa da situação do mercado de trabalho. E esse quadro, embora venha melhorando, continua preocupante - na verdade, sombrio para milhões de brasileiros.

O número de trabalhadores sem nenhuma ocupação diminuiu 609 mil no trimestre móvel encerrado em julho na comparação com o trimestre anterior. Mas ainda há 12,6 milhões de trabalhadores sem nenhuma ocupação, de acordo com a Pnad Contínua. A população subutilizada é formada por 28,1 milhões de pessoas. São os trabalhadores desempregados, subocupados ou que compõem a chamada força de trabalho potencial, que incluiu os desalentados. Estes estão foram do mercado, mas dispostos a trabalhar se encontrarem ocupação condizente com sua formação ou idade.

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