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25/09/2019 | Seleção com base em IA agiliza as decisões no RH - Valor Econômico

O leque de ferramentas digitais dos departamentos de recursos humanos é amplo, formado por uma variedade de soluções, em sua maioria conhecida por seus nomes originais em inglês: big data, blockchain, e-learning, games, people analytics e plataformas corporativas. Mas as atenções do momento se voltam para as de recrutamento e seleção baseadas na IA, que agilizam o processo de contratação e liberam os profissionais das tarefas operacionais para se dedicarem às mais estratégicas. Soluções arrojadas nessa área são oferecidas no Brasil por startups de recrutamento digital, cujos sistemas conectam os candidatos considerados qualificados às empresas. “Nossa IA faz o trabalho operacional de triagem com um nível de assertividade muito maior do que os realizados por pessoas”, observa Lucas Mendes, cofundador da Revelo.

Criada em 2015 e hoje com um quadro de 120 funcionários, a companhia cresceu 300% no ano passado e espera repetir esse desempenho neste ano, graças ao aporte de R$ 70 milhões que recebeu do International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial. “Com esse incentivo, lançaremos produtos e levaremos a companhia para outras cidades. Temos listadas cerca de 1.000 empresas que usam a Revelo mensalmente para encontrar candidatos.” 

A Gupy, também criada em 2015, utiliza seu robô Gaia para fazer recrutamento e seleção. “Com ele, otimizamos em 50% o fechamento de vagas e reduzimos em 70% a carga operacional desse trabalho”, informa Guilherme Dias, cofundador da empresa que cresceu 500% em 2018 e espera o mesmo para 2109. Já a Stefanini, há 32 anos no mercado oferecendo soluções para RH, começa agora a comercializar a Sophie, um robô que conversa com as pessoas e responde dúvidas dos funcionários sobre benefícios, folha de pagamento, entre outras, como informa Rodrigo Pádua, diretor de RH da companhia. “A Sophie, que já é utilizada com êxito em nossa empresa, consegue responder a 50% dos chamados que entram por ela diretamente, sem necessidade de intervenção humana. Quando não consegue, abre um chamado que chega de forma estruturada ao profissional de RH”, diz Alexandre Vomero, diretor de BPO (business process outsourcing) Latam da Stefanini, que atua em 41 países, com 25.000 funcionários e 13.000 no Brasil.

João Roncati, sócio-diretor da People Strategy Consultoria, especializada em transformação cultural, considera promissoras essas ferramentas, mas acredita que as áreas de RH ainda precisam evoluir na definição das competências que serão requeridas no futuro. “Caminhamos por espaços mais abertos e colaborativos, mas teremos de ressignificar as antigas carreiras de forma a minimizar as dúvidas das pessoas”, diz ele. Em sua visão, os profissionais de RH têm de fortalecer as discussões sobre as novas relações do homem com o trabalho, pois estas não deverão mais, no futuro, existir no âmbito do conceito de emprego como está formatado hoje. 

O professor André Fischer, da Fundação Instituto de Administração (FIA), alerta que é preciso formar profissionais de RH para interagirem com ferramentas digitais. “Haverá situações em que o gestor trabalhará simultaneamente com uma equipe formada por pessoas e por robôs, o que representará uma guinada no comportamento organizacional das empresas”, destaca. Ciente da demanda, a Digital House, especializada na formação de profissionais para o mercado digital, oferece o curso de gestão de RH digital. Patrícia Araújo, que o coordena, observa: “Esses novos cenários levarão a novas formas de gerir pessoas e de engajá-las.”

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