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19/09/2019 | Maioria das vagas criadas paga até dois mínimos - O Globo

Praticamente todas as vagas com carteira assinada geradas no país em 2019 têm remuneração máxima de até dois salários mínimos (R$ 1.996). Os dados são da Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada ontem.

Segundo o documento, apenas as duas primeiras faixas salariais (de até um e de até dois salários) tiveram saldo positivo—ou seja, o número de contratações superou ode demissões no primeiro semestre do ano. Para os demais níveis salariais, mais altos, a dispensa de trabalhadores foi maior do que o total de admissões.

A economista Maria Andreia Parente Lameiras, técnica da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, explica que o movimento é positivo diante da crise vivida nos últimos anos:

— Historicamente, os salários das vagas novas no Brasil são de até dois salários mínimos. Mas, na recessão, não passavam nem de um (salário). Agora, voltamos ao patamar pré-crise.

Segundo a economista, o rendimento de admissão é baixo no país porque os maiores empregadores são pequenas e médias empresas, de até 50 funcionários, onde cargos de maior remuneração —gerência e direção —são escassos.

O levantamento, feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério de Trabalho, indica que, a partir do segundo semestre de 2018, ageração depostos de trabalho formais voltou a apresentar maior dinamismo.

No acumulado em 12 meses até julho deste ano, a economia brasileira havia criado 521,5 mil empregos formais. Junto a esse bom resultado, as estatísticas também mostram uma leve recuperação dos salários médios de contratação —embora estes, historicamente, mantenham-se abaixo da remuneração de quem tem sido demitido.

‘CHOQUE DE EMPREGO’

O levantamento do Ipea destaca ainda que a maior parte dos trabalhadores demitidos tem menos tempo de permanência no emprego. No caso da indústria, do comércio e dos serviços, em média, quase metade dos demitidos tem menos de um ano de contrato. Já na construção civil, o percentual sobe para 62%.

Em contrapartida, a menor parcela de trabalhadores dispensados é formada por profissionais com mais de cinco anos de permanência no emprego. Se, na indústria, essa parcela corresponde a 14% dos demitidos, na construção, não chega a 5%.

O Ipea também fez uma análise mais aprofundada dos dados da pesquisa Pnad Contínua do IBGE, que contempla os mercados de trabalho formal e informal. O número de pessoas ocupadas, seja com carteira ou na informalidade, no trimestre encerrado em julho deste ano foi de 93,6 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012.

O levantamento revela ainda que, embora o desemprego tenha caído, o avanço da informalidade fez crescer a desigualdade de renda nos últimos anos.

Ontem, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que o governo vai anunciar no próximo mês uma série de medidas para dinamizar o mercado de trabalho, iniciativa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, chama de “choque de emprego”. Marinho não deu detalhes do programa, mas adiantou que qualificação de trabalhadores, acesso a microcrédito e criação de novas vagas serão contemplados.

— Nós vamos dar uma dinamizada no mercado de trabalho — afirmou Marinho, no IV Fórum Nacional do Comércio, em Brasília.

No começo do mês, fontes do ministério da Economia adiantaram que o pacote envolve a liberação de até R$ 65 bilhões para empresas. Esse dinheiro viria da liberação dos chamados depósitos recursais, valor que as companhias precisam reservar junto à Justiça do Trabalho para recorrer de ações trabalhistas e honrar as custas do processo, em caso de derrota.

Com esses recursos, o governo quer dar um fôlego extra ao setor produtivo enquanto não consegue desonerar a folha de pagamento.

Em outra frente, técnicos do da Economia trabalham em um programa de qualificação para treinar 4,4 milhões de pessoas em até quatro anos — o que deve custar R$ 8 bilhões e vir de parte dos repasses do Sistema S, que inclui Senac e Sebrae, por exemplo.

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