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23/08/2019 | Ibre calcula que investimento reagiu e puxou PIB para 0,3% no 2º trimestre - Valor Econômico

Depois de dois trimestres seguidos de queda, os investimentos voltaram a dar sinal de vida, avalia o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). No cenário da entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,3% entre o primeiro e o segundo trimestres, feitos os ajustes sazonais, enquanto a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e inovação) avançou 2,3% na mesma medida. Na seção de atividade do Boletim Macro de agosto, divulgado com exclusividade ao Valor, as pesquisadoras Silvia Matos e Luana Miranda apontam que os dados confirmam um ritmo de crescimento mais forte. Essa percepção fica mais evidente excluindo-se da medição do PIB a indústria extrativa mineral e o setor agropecuário.

Nesse cálculo, observam Silvia e Luana, a atividade cresceu 1,2% no segundo trimestre, em relação a igual período de 2018, depois de ter aumentado 0,7% nos primeiros três meses do ano. Já no "PIB cheio", a alta em relação a igual intervalo do ano anterior deve passar de 0,5% no primeiro trimestre para 0,8% no segundo, estimam as economistas, que descartam a possibilidade de que em 2019 haja uma recessão técnica - quando o PIB cai por dois trimestres seguidos. Na média do ano, o Ibre segue projetando expansão de 1,1% da economia brasileira, taxa que deve acelerar para 1,8% em 2020. "Não é um cenário maravilhoso, mas ainda estamos distantes de recessão técnica ou de estagnação", comentou Silvia, coordenadora técnica do boletim. De acordo com a equipe de conjuntura do Ibre, os resultados de junho foram "decepcionantes", mas os principais indicadores da atividade econômica encerraram o segundo trimestre em trajetória de ascensão.

Um sinal positivo em relação ao investimento, observa a economista, é que, diferentemente do ocorrido no terceiro trimestre de 2018 - quando a FBCF avançou 5,7% na passagem trimestral -, desta vez a importação contábil de plataformas de petróleo pouco alterou os dados. Nos cálculos de Silvia, sem a compra externa desses equipamentos, o consumo doméstico de máquinas e equipamentos subiu 10,4% de abril a junho, sobre os mesmos meses de 2018. Com plataformas, a alta mudaria para 11,1%. A coordenadora também destaca que os investimentos devem ter saído do vermelho no segundo trimestre mesmo sem ajuda da construção civil, que tem participação importante na formação bruta, mas permanece em terreno negativo. Nas estimativas do Ibre, o PIB do setor recuou 0,5% nos três meses encerrados em junho. "Tivemos um cenário um pouco mais favorável para o investimento no segundo trimestre, com alguma melhora das condições financeiras e efeito positivo das vendas de caminhões", diz ela. 

A expectativa, no entanto, é que o comportamento mais favorável dos investimentos em capital fixo observado no trimestre passado não se mantenha nos três meses seguintes, pondera Silvia. Além da base de comparação forte do terceiro trimestre de 2018, a economista menciona o elevado nível de incerteza no ambiente econômico, o excesso de capacidade ociosa nas fábricas e a depreciação cambial recente como entraves a uma volta mais consistente da FBCF. Em 2019, a expansão da formação bruta ainda deve ter uma alta pífia no cenário do Ibre, de 1,1%, desconsiderando as importações de plataformas que já estavam operando em território nacional e passaram a entrar na balança comercial neste ano, após alterações no regime tributário do setor. Incluindo essas compras, a expansão estimada é de 1,9%.

As empresas que estão investindo querem apenas modernizar o parque industrial, sem aumentar a capacidade produtiva, observa Silvia, que também destaca a cautela dos empresários em relação à demanda, que ainda é modesta. "No próximo ano, com um pouco mais de reformas e privatizações, podemos ter uma alta maior dos investimentos", cogita a pesquisadora. Para o consumo das famílias, o ambiente é um pouco mais positivo. Após incorporar o impacto da liberação dos saques do FGTS, o Ibre elevou a projeção para a alta desse componente do PIB em 2019 em 0,2 ponto, para 2%. 

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