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21/08/2019 | Receita líquida das mil maiores tem crescimento real de 12,9% em 2018 - Valor Econômico

Pela primeira vez desde 2010, o crescimento real de receita líquida consolidada das mil maiores empresas que compõem o ranking do anuário "Valor 1000" retomou, em 2018, a casa dos dois dígitos: 12,9% em comparação ao exercício anterior. Além disso, um avanço real, já descontada a inflação, dessa magnitude não ocorria desde a primeira edição do anuário, em 2001, quando a receita havia crescido 13,4% em termos reais ante o ano anterior. Outro destaque foi o crescimento real de 21,21% do lucro líquido, para R$ 209,1 bilhões. Apesar dos muitos desafios enfrentados - da greve dos caminhoneiros a um ciclo eleitoral polarizado, agravados por uma economia interna desaquecida -, o total consolidado desse grupo de elite somou R$ 3,97 trilhões. Essa performance ganha especial importância quando inserida em uma economia que, a exemplo de 2017, seguiu em trajetória débil de recuperação, entregando ao final do exercício um avanço de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) - o mesmo crescimento de 2017, como mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essas variações computadas no ano passado, apesar de expressivas, ocorreram sobre uma base de comparação precária, já que os quatro anos anteriores foram marcados por uma grave recessão, o ano de 2018 mostra que esse conjunto de companhias deu um passo mais firme na recuperação do terreno perdido no período de crise e deixam um legado de eficiência. "Os números mostram que houve um melhor aproveitamento das receitas, combinado a menores custos e despesas, e uma melhor gestão no endividamento geral", diz William Volpato, coordenador do Valor Data.

Os bons resultados também decorrem de estratégias adotadas desde 2016 e que foram recompensadas em 2018, tais como: cortes agressivos de custos, venda de ativos deficitários, esforços para se concentrar em áreas mais lucrativas dos negócios, melhor gestão das despesas, troca de dívidas caras por outras mais baratas. "Os ajustes feitos pelas empresas em função da recessão ou do baixo crescimento econômico demoram um tempo para ser realizados. Os reflexos positivos dessas ações foram vistos em 2018", diz Ricardo Rochman, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EESP).

Como ocorreu na edição passada, oito empresas figuram pela primeira vez entre as 25 vencedoras: Basequímica (comércio atacadista e exterior), Cimy (construção e engenharia), Yduqs (antiga Estácio, em educação e ensino), Electrolux (eletroeletrônica), ISA Cteep (energia elétrica), CMPC (papel e celulose), PGS do Brasil (serviços especializados) e Fidelity (TI e telecom). Do grupo, três estão entre os destaques de maior crescimento da receita líquida. O maior percentual (419,6%) é da norueguesa PGS. A empresa impulsionou negócios no segmento de petróleo com a retomada dos leilões. Sua receita avançou em 2018 para R$ 482,6 milhões. 

 

 

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