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02/08/2019 | Indústria recua em junho e sinais de julho também são ruins - Valor Econômico

A produção industrial voltou a registrar queda em junho, com resultados negativos generalizados entre as atividades. No trimestre, porém, economistas veem sinais de melhora modesta da manufatura, contrabalançada por queda aguda da indústria extrativa, ainda impactada pelo desastre de Brumadinho.

Olhando à frente, os analistas esperam preliminarmente nova queda para a produção em julho - embora sejam poucos os dados já conhecidos para a atividade no mês. Mas a melhora da confiança, o saque do FGTS e do PIS/Pasep, a queda dos juros e a base de comparação fraca do quarto trimestre de 2018 trazem expectativas de alguma recuperação mais para o fim do ano.

Ainda assim, o setor não deve escapar de um resultado pior neste ano que em 2018. A produção industrial registrou queda de 0,6% em junho, em relação a maio, feito o ajuste sazonal. O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado (-0,3%, pela mediana Valor Data) e foi a quarta retração em seis meses. Na comparação anual, a produção registrou retração de 5,9% em junho, após avanço de 7,4% em maio.

Nos dois meses, os resultados nessa base de comparação foram fortemente afetados pelo efeito da greve dos caminhoneiros no ano passado. No ano, o setor acumula queda de 1,6% e de 0,8% em 12 meses. Das 26 atividades acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 17 tiveram recuo em junho, na comparação mensal, com destaque para máquinas e equipamentos (-6,5%), produtos alimentícios (-2,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%).

Por grandes categorias econômicas, os resultados também foram todos negativos, com destaque para bens de consumo (-0,8%). "Chama atenção o perfil disseminado de resultados negativos", ressaltou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). "Diante dos resultados que a gente tem nesse primeiro semestre de 2019, comparados com o ano passado, nada remete nesse momento a uma trajetória de recuperação para a produção industrial", disse. No segundo trimestre, a produção industrial registrou queda de 0,7% em relação ao primeiro trimestre, com ajuste sazonal, após recuo de 0,6% de janeiro a março. Na comparação anual, porém, o setor reduziu a queda, de 2,3% no primeiro trimestre, para 1% de abril a junho.

Nessa base de comparação, indústria extrativa (-19,4%) e de transformação (1,8%) apresentaram comportamento bastante discrepante. "A indústria de transformação mostra sinais contidos de melhora, reflexo da melhora das condições financeiras e dos efeitos do incremento do crédito e da tímida melhora do mercado de trabalho sobre o consumo", afirma Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, em relatório. 

Sergio Vale, da MB Associados, também avalia que o resultado da indústria evoluiu de um trimestre ao outro. "Olhando para a frente, tem uma inversão que deve ocorrer especialmente no quarto trimestre", prevê. Isso porque a produção perdeu ritmo no período no ano passado, sob efeito da crise argentina e da incerteza provocada pelas eleições.

O economista cita ainda os efeitos favoráveis do saque do FGTS e da queda dos juros sobre a atividade, como fatores que geram otimismo. A queda da Selic deve ter efeito favorável para a economia mais em 2020, avalia, mas o FGTS adiciona até 0,2 ponto ao Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Apesar da expectativa de melhora da atividade num horizonte mais distante, para julho, os economistas esperam preliminarmente estabilidade ou nova queda da produção. Luka Barbosa, do Itaú, piorou sua estimativa para recuo de 0,6% após o resultado das vendas de veículos divulgado ontem pela Fenabrave.

A MB Associados calcula queda de 0,9% e a LCA vê resultado estável em relação a junho, com ajuste. Ainda sobre a atividade do setor em julho, ontem a consultoria IHS Markit informou que o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil ficou abaixo da marca de 50 pontos - que separa crescimento de contração - pela primeira vez em 13 meses, ao baixar de 51,0 para 49,9 na passagem de junho a julho. Para o ano, ainda que a produção melhore à frente, o setor deve ter resultado pior do que em 2018. "Mesmo diante de uma possível recuperação nos próximos meses, o forte carregamento estatístico deve levar a produção industrial a fechar 2019 em patamares inferiores à média de 2018", observa a 4E, em relatório.

A consultoria estima queda de 1% para a produção no ano, ante alta de 1,1% em 2018. A Tendências Consultoria tem avaliação similar. "O segundo semestre não deve reverter todas as perdas observadas até aqui, mas deve apresentar resultado um pouco melhor, a partir da redução das incertezas e do incremento de consumo com os saques do FGTS e PIS/Pasep", diz a casa. "Mesmo com perspectiva de melhora, estima-se queda de 0,3% para a PIM no ano."

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