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26/07/2019 | BNDES reduz desembolso ao nível do ano 2000 - Valor Econômico

O desempenho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro semestre mostra uma instituição ainda afetada pela demora de retomada da economia, mas também aponta para um banco mais alinhado com os objetivos do governo Jair Bolsonaro, de tamanho menor do ponto de vista de balanço. No primeiro semestre, o BNDES desembolsou, a preços constantes, já deflacionados, R$ 25,3 bilhões, 12,8% a menos que em igual período de 2018, no pior primeiro semestre desde os R$ 21,7 bilhões de 2000.

O recorde de desembolso para um primeiro semestre foi em 2014, quanto o BNDES emprestou R$ 125,3 bilhões. As consultas - tradicional termômetro para medir a demanda das empresas por recursos do banco - recuaram, a preços constantes, 50,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado, para R$ 25,855 bilhões. O resultado foi o pior primeiro semestre desde a instituição do Plano Real, em 1994. No auge, as consultas ao banco atingiram R$ 198,5 bilhões no primeiro semestre de 2010. O superintendente da área de planejamento do BNDES, Pedro Iootty, afirmou que há ainda uma terceira razão para o desempenho do banco, notadamente nas consultas.

Ele explica que, desde outubro do ano passado, as consultas são computadas apenas depois que as empresas estão habilitadas. Com isso, segundo ele, há uma distorção na comparação das consultas com os seis primeiros meses do ano passado. "Mas o principal motivo para a queda [das consultas e desembolsos] é a demora na retomada da economia", frisa Iooty. Mas Iootty frisa que essa redução de tamanho do banco está em linha com os objetivos da instituição.

Na divulgação de ontem, o BNDES mostrou que a infraestrutura foi o principal setor a receber recursos do banco entre janeiro e junho, com R$ 11,45 bilhões no período, 4% a mais que nos seis primeiros meses de 2018. "A infraestrutura é forte no banco, alinhada com as prioridades estratégicas", diz Iootty, que reforça a intenção de fortalecer a ação da instituição como estruturadora de projetos de infraestrutura. "Temos carência de bons projetos de infraestrutura. Vamos ver o banco mais ativo com estruturação de projetos da área", explica Iootty, que reforça a projeção de desembolsos entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões ao fim do ano, a depender da velocidade da retomada econômica. "Quando a economia deslanchar, vai deslanchar para todos."

O superintendente destaca também o efeito da Taxa de Longo Prazo (TLP), mais alta que a antiga Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que tinha juros subsidiados. Com isso, lembra Iootty, o preço do empréstimo aumentou e o grande atrativo do banco passou a ser os prazos de pagamento, maiores que a média e mais atraentes para projetos de longo prazo, como os de infraestrutura. 

Ele também chama a atenção para a fatia das micro, pequenas e médias empresas dentro dos desembolsos. Foram R$ 11,5 bilhões para o setor, o que representou 45,6% do total emprestado pelo banco na primeira metade do ano.

Para Iootty, essa fatia deverá ficar estável até o fim do ano, a depender da retomada da economia. Para o professor do Insper Sérgio Lazzarini, o desempenho do BNDES no primeiro semestre ilustra a falta de reação da economia. Além disso, segundo ele, com o encarecimento do custo do empréstimo com a adoção da TLP, a emissão de debêntures, por exemplo, já passa a ser uma forma mais em conta de conseguir recursos para investimento. Lazzarini afirma que essa "refocalização" do banco de fomento para uma instituição com menor participação no investimento total do país é o "caminho correto".

Ele ressalta que a própria área técnica do banco já havia concluído que parte dos empréstimos feitos no auge do uso de recursos do Tesouro injetados no banco acabou não se convertendo em investimentos propriamente ditos. "Houve empresas de grande porte que reduziram o custo de capital e só.

O importante é emprestar o dinheiro para quem não tem acesso [a outras formas de captação]", diz Lazzarini, citando a relevância do apoio a empresas menores. "É importante identificar onde o banco pode contribuir de forma mais efetiva, como em infraestrutura, ambiente e inovação", destaca. 

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