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22/07/2019 | Sem Fiesta, Ford começa a deixar o ABC - Valor Econômico

Há cinco meses, a Ford anunciou o encerramento das operações em São Bernardo do Campo, no ABC. Mas apenas neste mês os trabalhadores começam a ter certeza de que a fábrica vai mesmo fechar. Não há nenhum sinal de que alguma outra empresa esteja interessada em comprar as instalações, como chegou a ser cogitado pelos governos estadual e municipal. Neste mês, ocorre o primeiro desligamento de trabalhadores em massa.

Com o fim da produção do único automóvel feito naquela unidade, o compacto Fiesta, 750 empregados deixarão a fábrica, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O Fiesta já não tinha muita aceitação no mercado. Com o anúncio de que a produção seria interrompida, os volumes de venda começaram a cair ainda mais.

Em fevereiro, o modelo apareceu na 48ª posição no ranking de automóveis mais vendidos, com 675 unidades. Segundo o sindicato, outros 280 empregados que estavam em processo de aposentadoria ou não tinham interesse em ficar na montadora, saíram no início do ano. Restam 1,7 mil funcionários. Uma parte deles continuará trabalhando na produção de caminhões até 31 de outubro, quando também essa linha será desligada para o definitivo fechamento da unidade. O grupo remanescente inclui a área administrativa.

Segundo a empresa informou aos sindicalistas quando anunciou o fechamento da unidade, em fevereiro, uma parte dos mensalistas continuará na empresa depois do fechamento da fábrica de São Bernardo. Consultada, a empresa informou que está seguindo o cronograma de desligamento acertado com o sindicato. Em abril, a direção da Ford e do sindicato negociaram um pacote de indenizações que foi aprovado pelos funcionários por meio de votação em assembleia. Foram acertados dois tipos de indenizações. O funcionário que aceitasse deixar a fábrica receberia dois salários por ano de trabalho.

Quem preferisse esperar para participar do processo de seleção de pessoal numa eventual venda da fábrica para outra empresa receberia 1,5 salário por ano de casa. Muitos trabalhadores começaram a ter esperanças de manter o emprego em nova empresa quando o governo do Estado de São Paulo apresentou-se como intermediário de negociações que estariam em curso com dois interessados. Um deles era o grupo CAOA, do empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, que produz veículos Hyundai e Chery no país. Mas essas negociações não foram adiante.

Agora, quando começa a ficar claro que não existem mais interessados na fábrica do ABC, o sindicato informa que pretende pedir à direção da Ford o cumprimento do que foi negociado em abril: caso a venda da fábrica não saísse, todos os empregados receberiam o pacote de indenização mais vantajoso; ou seja dois salários por ano de trabalho.

Além do ABC, a Ford tem uma fábrica em Camaçari, na Bahia, onde são produzidos os modelos Ka e EcoSport. Para sobreviver, essa unidade precisa receber investimentos para futuras renovações de produtos. A companhia americana também produz motores em Taubaté (SP). Antes de anunciar o fechamento, a Ford chegou a tentar vender a fábrica de São Bernardo. Mas as instalações, antigas não se encaixam aos conceitos de manufatura mais modernos. A fábrica está num terreno em desnível. Além disso, o adensamento urbano, à volta, compromete o trabalho, principalmente à noite. 

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