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19/07/2019 | Junho deve ser fraco para criação de emprego formal - Valor Econômico

A geração de vagas formais deve continuar em ritmo lento em junho, mas a melhora da confiança na segunda metade do ano pode ajudar a destravar contratações, acreditam economistas. A mediana de 17 projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para a geração líquida de 35,9 mil vagas com carteira em junho, pouco acima dos 32,1 mil postos abertos em maio. As estimativas variam da criação de 16,5 mil a 60 mil vagas.

Se confirmada a mediana das projeções, este será o melhor junho para o mercado de trabalho formal desde 2013, quando foram gerados 123,8 mil empregos com carteira. Em junho de 2018, o país registrou o fechamento de 661 vagas formais, sob efeito da greve dos caminhoneiros.

O Ministério da Economia ainda não tem data para divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho, mas o dado costuma ser publicado na segunda quinzena do mês seguinte ao de referência.

A LCA Consultores projeta abertura de 49,4 mil vagas em junho, equivalente a 24,4 mil na série dessazonalizada pela consultoria. "Não muda a visão que tínhamos no mês anterior, trata-se de um ritmo bastante lento de criação de vagas", afirma Cosmo Donato, economista da LCA. Segundo Donato, a média mensal de criação de vagas no primeiro semestre, caso o resultado se confirme, será de 25 mil postos, com ajuste sazonal. Se o ritmo fraco persistir no restante do ano, seriam criadas cerca de 250 mil vagas em 2019, abaixo das 421 mil abertas em 2018, calcula.

O economista, porém, mantém estimativa de geração de 497 mil empregos formais neste ano, ainda que com viés de baixa. "Ainda presumo que haverá alguma aceleração, agora que deve haver um choque positivo de confiança por ter desanuviado um pouco o cenário de incertezas com a aprovação de reformas", afirma. "Finalmente parece que 'agora vai', e isso pode se manifestar com decisões de contratação."

A GO Associados está na ponta mais pessimista das projeções, estimando a abertura de 16,5 mil vagas. Por setores, os destaques negativos devem ser a indústria e o comércio, com fechamento de 20 mil e 10,7 mil vagas, respectivamente, na estimativa da consultoria. Já a agropecuária deve novamente ser o destaque positivo, com abertura de 14 mil postos.

Além da tendência geral de desaceleração da criação de empregos desde o início do ano, os meses de junho costumam ser mais fracos do que os de maio, observa Alexandre Lohmann, da GO Associados. "Isso acontece geralmente por causa da destruição de empregos no setor industrial, apesar do grande número de contratações no setor agropecuário, para a colheita de grãos", afirma. 

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