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18/07/2019 | Indústria, setor rural e investimentos puxam alta no Monitor do PIB - Valor Econômico

A economia voltou a crescer em maio após três meses em queda, e atingiu maior patamar de elevação em seis meses. É o que mostrou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV) ao anunciar o Monitor do PIB, que aponta crescimento de 0,5% na atividade econômica de maio ante abril. Foi o melhor resultado desde novembro de 2018 (0,2%), impulsionado principalmente por sinais positivos na atividade industrial, na agropecuária e em investimentos, informou a pesquisadora Juliana Trece, da Fundação Getulio Vargas.

Embora tenha destacado o desempenho como positivo, ela fez uma ressalva. No trimestre finalizado em maio, comparado com trimestre encerrado em fevereiro, o Produto Interno Bruto (PIB) teria caído 0,8%, pior resultado nesta série histórica em um ano, desde maio do ano passado (-0,9%). A técnica observou que a possibilidade de liberação de recursos do FGTS e do PIS/Pasep, noticiada pelo Valor, pode ajudar a melhorar o desempenho da atividade econômica em 2019. Mas frisou que a medida seria impulso de curto prazo para o PIB.

Na prática, a economia só entrará em rota de crescimento sustentável quando ocorrer melhora robusta no mercado de trabalho, com impacto na renda do trabalhador - e, por consequência, no consumo das famílias. "Na situação em que estamos, qualquer estímulo, por qualquer lado, seria positivo. Mas o consumo vindo via incentivos, como saque de FGTS e outras medidas não sustenta o crescimento por muito tempo. Com falta de emprego, as famílias ainda ficam receosas em consumir", afirmou ela.

A especialista lembrou que as projeções de mercado para alta do PIB de 2019 giram em torno de 0,8%. Ao ser questionada se eventuais saques de FGTS e PIS/Pasep poderiam conduzir a taxa acima de 1%, Juliana afirmou que não há como fazer esta conta no momento. Juliana detalhou que no Monitor do PIB, pelo lado da oferta, o PIB industrial em maio em relação a abril subiu 0,6%, melhor resultado desde junho de 2018 na pesquisa (5,6%). Ao mesmo tempo, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 1,5% na mesma comparação, maior taxa desde julho de 2018 (7%), nessa série histórica.

A agropecuária teve aumento de 1,3% ante abril, melhor desempenho desde julho de 2018 (2,1%). "Enquanto isso, tivemos consumo das famílias e serviços mostrando estabilidade na mesma comparação. Ou seja, eles não contribuíram para cima; mas também não puxaram para baixo", acrescentou.

Mas a evolução trimestral do Monitor conta uma história diferente, em que a atividade econômica ainda luta para sair do saldo negativo. No trimestre finalizado em maio ante o trimestre encerrado em fevereiro, o PIB da indústria na pesquisa da FGV caiu 1,4%, pior resultado desde maio de 2018 (-1,8%); na mesma comparação, a FBCF subiu apenas 0,2%, notou ela. Já atividade agropecuária caiu 1,2%, pior desempenho desde novembro de 2017 (-3%). "Os dados trimestrais ainda estão bem ruins", resumiu. 

No Monitor do PIB, as exportações caíram 5,2% no trimestre finalizado em maio, ante trimestre encerrado em fevereiro. As importações, na mesma comparação, subiram 2,4%. A taxa de investimento (FBCF/PIB) foi de 16,9%, em maio, na série a valores de 1995. 

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