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16/07/2019 | IBC-Br reage, mas mantém padrão de atividade lenta - Valor Econômico

A alta de 0,54% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em maio em relação a abril, feito o ajuste sazonal, interrompeu sequência de quatro meses de retração no indicador, mas segue refletindo avanço lento da atividade, avaliam analistas.

Para junho, os indicadores coincidentes já disponíveis sugerem mais um mês de economia fraca, com nova queda da produção industrial. Com isso, há economistas que avaliam que uma recessão técnica - quando o país tem dois trimestres seguidos de retração do PIB - é o cenário mais provável. A maioria, porém, aposta em ligeiro crescimento do produto em relação ao primeiro trimestre. Mas um junho fraco puxa para baixo a estimativa para o PIB do terceiro trimestre, devido ao menor carregamento estatístico.

A alta do IBC-Br em maio veio em linha com a estimativa do mercado (0,5% na mediana Valor Data). Na comparação anual, o índice tem alta de 4,4% na série sem ajuste. No ano, a variação é positiva em 0,94% e, em 12 meses até maio, o avanço é de 1,31%. O comportamento do indicador no mês foi influenciado por queda de 0,2% da produção industrial, alta de 0,2% do varejo ampliado e estabilidade dos serviços. "Em linhas gerais, o indicador segue refletindo o avanço lento da atividade econômica no país e a falta de confiança dos agentes na economia", avalia a equipe da 4E Consultoria, em relatório.

Alberto Ramos, do Goldman Sachs, destaca que, com o resultado de maio, o IBC-Br segue 7,9% abaixo do pico registrado em dezembro de 2013 e apenas 3,6% acima do vale de dezembro de 2016, sintomático da mais lenta recuperação cíclica já registrada. Segundo os analistas ouvidos pelo Valor, a alta marginal do IBC-Br em maio, maior do que o desempenho dos indicadores de atividade do mês, é resultado da fraca base de abril - quando o indicador caiu 0,32% - e também do forte crescimento interanual, devido à greve dos caminhoneiros em maio de 2018. "O ajuste sazonal não consegue corrigir perfeitamente oscilações tão grandes na série histórica", diz Rodrigo Nishida, da LCA Consultores.

Para junho, a perspectiva é de atividade fraca devido a dois fatores principais, afirma o economista. O primeiro deles é o número de dias úteis: junho teve 19 dias úteis neste ano, contra 21 no ano passado. Outro aspecto é a saída da greve no ano passado, que provocou um pico de atividade em diversos setores em junho, prejudicando a base de comparação para este ano. Assim, a maioria dos indicadores coincidentes para o mês apresenta quedas relevantes na base interanual e contração também na margem.

Pelo ajuste das entidades ou da LCA, entre os indicadores usados para prever a atividade da indústria, o fluxo de veículos pesados nas estradas recuou 0,58%, a vendas de papelão ondulado caiu 3,32%, a produção de veículos diminuiu 2,93%, a confiança da indústria encolheu 1,54% e a utilização da capacidade industrial teve baixa de 0,40%, sempre em relação a maio, com ajuste. Dos indicadores coincidentes do varejo, o fluxo de veículos leves avançou 0,91%, a venda de veículos cresceu 2,26%, a confiança do consumidor subiu 2,19% e as consultas ao SPC aumentaram 1,61%. Para Alexandre Lohmann, economista da GO Associados, o dado positivo do IBC-Br em maio não esconde uma tendência geral de atividade econômica muito fraca no segundo trimestre.

Ele destaca que nos três meses até maio o indicador tem queda de 0,99% em relação ao trimestre até fevereiro. "Se houver uma retração no IBC-Br em junho, a recessão técnica não pode ser descartada", afirma Lohmann. A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, também destacou em relatório publicado ontem que "os indicadores de alta frequência já divulgados no segundo trimestre do ano indicam a possibilidade de nova contração do PIB no período". Bradesco, UBS, LCA e Itaú, por outro lado, esperam variação ligeiramente positiva para o PIB no segundo trimestre, o que afastaria por enquanto a possibilidade de uma volta do país à recessão.

Os dois primeiros bancos projetam avanço de 0,2%, e a consultoria e o Itaú, crescimento de 0,4%. Para junho, com base nos indicadores coincidentes já disponíveis, o Itaú projeta uma queda de 1% da produção industrial, na margem. "Junho está com uma cara mais fraca do que abril e maio", diz Luka Barbosa, do Itaú. "Se a atividade de fato recuar em junho, deixa um carrego pior para o terceiro trimestre, então nossa estimativa para o período, muito preliminar ainda, é de um crescimento de 0,1%, o que seria uma desaceleração em relação ao segundo trimestre", afirma.

Já a LCA espera aceleração da atividade na segunda metade do ano. Segundo Nishida, a flexibilização esperada da política monetária tem efeito defasado e deve impactar a economia mais no fim do ano e em 2020. Mas a melhora recente das condições financeiras deve se refletir na confiança, e a aprovação da reforma da Previdência pode liberar alguns investimentos que se encontravam represados.

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