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11/07/2019 | Resultado consagra liderança de Rodrigo Maia - Valor Econômico

Um integrante da equipe do ministro Paulo Guedes não exagera ao classificar como um "fenômeno" a aprovação da reforma da Previdência, e ainda com um placar expressivo de votos: trata-se de um tema candente e impopular, enfrentado por um governo que não entregou ministérios ou cargos em bancos públicos aos partidos políticos, e passados seis meses, ainda mantém uma relação de desconfiança mútua com o Congresso.

A aprovação das novas regras da aposentadoria no primeiro turno de votação deve-se ao empenho dos deputados, liderados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que sai consagrado como um dos maiores políticos do país. Reeleito para o comando da Câmara em janeiro com 334 votos, ele ampliou a sua base na Casa com este resultado. Mas essa vitória também se consuma apesar da conduta do presidente Jair Bolsonaro, que ainda incita seus apoiadores contra a classe política. Arestas que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, tentavam aparar na reta final.

O resultado de ontem é inequivocadamente uma vitória expressiva, "histórica" como classificou Rodrigo Maia, do Congresso e do governo. Mas ainda é uma vitória parcial: a ala mais fisiológica do Centrão ameaça não votar o segundo turno antes de agosto se o governo não garantir a execução dos recursos empenhados aos municípios. Bolsonaro resistiu, mas cedeu ao que chama de "velha política" na reta final, invocando o pagamento das emendas impositivas. Mas estas só começam a ser pagas no ano que vem para a atual legislatura. Se for tarde demais, o desfecho fica para agosto. A relação turbulenta do Executivo com o Congresso causou sobressaltos em vários momentos.

Quando o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) apresentou o seu parecer, Paulo Guedes acusou a desidratação da reforma e chamou o Congresso de "máquina de corrupção". Rodrigo Maia devolveu chamando o governo de "usina de crises". Para completar, Bolsonaro alfinetou que os parlamentares queriam transformá-lo em uma "rainha da Inglaterra". Entre raios e trovoadas, o debate avançou: o líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), ressaltou que as mudanças na Previdência estão em discussão na Casa há dois anos e sete meses, porque remontam ao governo Michel Temer. A trajetória no governo Bolsonaro projetou novas lideranças políticas, com destaque para o secretário Rogério Marinho, que negociou com paciência de Jó as mudanças e concessões no texto original do governo.

Ontem ele foi aplaudido pelo plenário após a revelação do saldo de votos. Mas também desaguou na perda de poder do chefe da Casa Civil, que viu a articulação política entregue para um general. O resultado expressivo se deve, ressalte-se, a três fatores: à compreensão da população da necessidade da reforma, que os parlamentares atribuem, inclusive, ao trabalho de esclarecimento da imprensa. O líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que as pesquisas de opinião mostrando que a maioria da população endossa a reforma deram conforto aos parlamentares.

Também se deve às concessões feitas pelo governo para viabilizar a votação, como no caso da bancada feminina e dos policiais. E à a liberação das "emendas extraorçamentárias" que foram o estímulo decisivo para o desfecho de ontem. Maia deu dois recados ontem: defendeu o Centrão, que ganhou fama de ser "do mal", mas segundo o presidente, foi quem "fez a reforma". O segundo foi a Bolsonaro: "As soluções passam pela política".

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