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08/07/2019 | 'Vamos ganhar com boa margem', diz Maia sobre Previdência após reunião com líderes - O Estado de S. Paulo

Após reunião com líderes partidários neste sábado, 6, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou comentar sobre quantos deputados já estão decididos a votar favoravelmente à reforma da Previdência no plenário da Câmara. São necessários 308 votos para aprovar a matéria, em dois turnos. O presidente da Câmara, no entanto, afirmou que haverá vitória com "boa margem".

"Não sei", disse Maia a jornalistas. "Ficar falando de número não é bom. A gente tem a nossa projeção, projeções estão sendo feitas. Temos que ter a tese que o importante é ganhar. Então, vamos ganhar", afirmou Maia, indicando que isso deve ocorrer por "boa margem". 

Maia disse ainda que, há um ano, havia a avaliação de que seria muito difícil chegar a este momento com perspectiva de vitória. "Então, este ambiente é o mais importante, o ambiente de compreensão do parlamento", disse o presidente da Câmara. "E se o parlamento compreende a importância da matéria, é porque a sociedade compreende, porque o parlamento é o reflexo do que a sociedade pensa."

Aprovação antes do recesso

O presidente da Câmara ressaltou que o objetivo de todos os deputados é que a reforma da Previdência passe em primeiro e segundo turno na Casa antes do recesso legislativo, quando se encerra o primeiro semestre de trabalhos. "Estou confiante, acho que o resultado do primeiro turno vai surpreender a todos", afirmou a jornalistas.

Ele afirmou ainda que tem sido procurado pelos próprios deputados, que pedem que a votação da matéria ocorra antes do recesso parlamentar. "Nessa semana que passou, recebi pelo menos 30 deputados que vieram com o mesmo discurso. Isso significa que há ambiente no parlamento para votar esta matéria", disse. "Tenho certeza de que nesta semana teremos um quórum alto. O ideal é ter um quórum acima de 490 deputados, para não correr nenhum tipo de risco", acrescentou.

Maia continua conversando com o governo e as lideranças para "ter resultado, o que é a expectativa de toda a sociedade".  Ele encontrou hoje com líderes partidários e com o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. Também estava presente o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que assumiu a articulação em nomes do governo.

Para amanhã, Maia afirmou que receberá o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também para tratar da reforma da Previdência. "Eu trabalho todos os dias. E nós precisamos que o governo trabalhe todos os dias", pontuou.

Sobre a presença de Ramos, recém empossado na Secretaria de Governo, no encontro de hoje, Maia afirmou que "é bom somar esforços de todas as áreas do governo". "Não que a gente vá abrir mão do ministro Onyx, de forma nenhuma. Ele tem sido um ótimo aliado, um ótimo interlocutor. Independente de ter a articulação política ou não, ele vai continuar nos ajudando", disse Maia, que acrescentou que o diálogo também ocorrerá com Ramos.

Instado a dar uma nota de zero a dez ao texto da reforma aprovado na comissão especial da Câmara na última semana, Maia afirmou que a nota é sempre uma relação com o que foi feito nos últimos anos. "Em relação ao que foi feito desde o governo do presidente Fernando Henrique, para esta reforma aprovada na comissão, que eu espero que seja mantida, a nota é 10", disse Maia.

Processo de votação

O presidente da Câmara afirmou que as conversas para organizar a votação da reforma na próxima semana já começaram. "Temos que organizar o processo de votação com os líderes, para organizar direito o quórum da próxima semana, que precisa ser alto", disse Maia na saída de sua residência oficial.

Segundo Maia, o objetivo é não correr riscos em relação ao quórum quando o debate da matéria for encerrado. Assim, conforme o presidente da Câmara, "a gente pode entrar no debate da matéria entre terça e quarta-feira".

Maia afirmou ainda que não há acordo para a quebra de interstício - intervalo de tempo necessário entre as etapas da tramitação da reforma da Previdência. Isso porque, segundo ele, os partidos de oposição não vão concordar com a quebra. "Mas se os partidos que compõem a maioria, mais o partido do governo, tiverem compreensão de que é importante a quebra de interstício, para que se enfrente o debate e a votação a partir da terça-feira à tarde, acho que claramente se tem voto para isso", acrescentou. 

Maia explicou que os trabalhos da semana começarão na segunda-feira, quando a Câmara será chamada para votar a medida provisória (MP) 876, que trata do registro público de empresas mercantis. Ela está perto de perder a validade. "A gente também começa a avaliar o quórum. A partir de segunda-feira, começo a conversar com os líderes, para ter noção de deputados e deputadas", explicou Maia.

"Faz-se o debate na terça-feira, o dia inteiro, depois de quebrar o interstício na terça de manhã, e a partir da parte da tarde de terça se começa o processo de votação, respeitando-se os instrumentos regimentais de obstrução dos partidos de esquerda", descreveu Maia.

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