• Pontaria Novo Governo
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

05/07/2019 | Rodrigo Maia e Rogério Marinho foram protagonistas - Valor Econômico

A aprovação do texto-base da reforma da Previdência por 36 votos a 13 na comissão especial deve-se à liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e pelo lado do governo, à habilidade no trato com os parlamentares demonstrada pelo secretário especial Rogério Marinho. O resultado também se deve à frustração da intervenção do presidente Jair Bolsonaro, que tentou emplacar a flexibilização das regras para os policiais, em contraponto ao discurso do governo de combate aos privilégios. 

Foi uma vitória expressiva: emedebistas recordam que a reforma do governo Michel Temer foi aprovada por 24 votos a 17 na comissão especial. Também havia a pressão para que o relator flexibilizasse a regra de transição. O prognóstico na ocasião era de 295 votos confirmados e 317 alcançáveis. Ontem a líder do governo no Congresso, Joyce Hasselmann (PSL-SP), afirmou que já contabiliza 320 favoráveis.

Aliados de Maia apontam duas vitórias no colegiado: a aprovação do texto principal, mas, igualmente, a derrubada de dois destaques considerados bombas fiscais: a flexibilização das regras relativas aos policiais e aos professores. Vale ponderar que o colegiado é um foro especial, onde os líderes escalam o time para viabilizar o resultado. O PSL substituiu quadros para impedir a aprovação dos benefícios aos policiais. A manobra, contudo, não será possível no plenário. Líderes desembarcam em Brasília na próxima segunda-feira para abrir a planilha de contagem de votos: Maia quer coroar o esforço dos últimos meses com a aprovação no plenário na próxima semana.

Em outro contraponto ao discurso do governo, o avanço da reforma também se deve à adoção de práticas comezinhas do Congresso, que o presidente chama de "velha política": a negociação da liberação de emendas e distribuição de cargos nos Estados, capitaneada na reta final pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Líderes ponderam que as emendas permitirão aos deputados viabilizar a entrega de uma escola ou a reforma de um hospital em suas bases, diluindo o desgaste de endossar mudanças na aposentadoria.

Mas essa negociação custou o capital político de Onyx junto a Bolsonaro, que o afastou da articulação política. O novo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, empossado nesta quinta-feira, avisou que assumirá a interlocução do governo com o Congresso depois que a votação da reforma for concluída. O governo colocou sobre a mesa do Congresso - à promessa de liberação de R$ 10 milhões em emendas extraorçamentárias após a votação na comissão especial e mais R$ 10 milhões após a deliberação no plenário especial, e mais R$ 10 milhões após a deliberação no plenário.

Quem acompanhou Rodrigo Maia de perto nos últimos meses afirma que ele foi até o limite nas negociações: ganhou peso e desgaste emocional, mas reafirmou o protagonismo na cena política nacional. Pelo lado do governo, o reconhecimento recai sobre o secretário especial Rogério Marinho, as pernas do ministro Paulo Guedes no Congresso. Marinho entrou e saiu dos gabinetes de líderes, um a um, revezando negativas com algumas concessões. Líderes o descrevem como um "craque", capaz de dizer "não" com tanto cuidado, que deixava o interlocutor satisfeito no final.

Fatos e Notícias

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02