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24/06/2019 | É hora de se preparar para o emprego do futuro - Valor Econômico

Quando o filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu” chegou às telas dos cinemas nos anos 1980, ninguém imaginava que um dia os gigantescos Airbus voariam sozinhos, sem a intervenção humana. Quatro décadas depois, os testes com aviões 100% autônomos são realidade e a profissão de piloto figura na lista das ocupações fadadas ao desaparecimento.

É certo que o avanço da automação industrial e a disseminação do uso da tecnologia nas mais diversas áreas, como saúde, educação, transporte, varejo, finanças, agricultura e comunicação promete uma verdadeira revolução no emprego na próxima década. Estudo feito pela consultoria PWC revela que cerca de 8% de todas as posições de trabalho em 2030 serão postos que não existiam antes. Na mesma linha, o Instituto Sapiens alerta que cerca de 2,1 milhões de trabalhadores poderão ver seus empregos desaparecerem em cinco anos. Entre eles, funcionários de bancos e seguradoras, profissionais da área de contabilidade, caixas de supermercado e agentes de manutenção.

Tamanha mudança, garante o estudo The Future of Jobs Report 2018, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, está ancorada em quatro pilares tecnológicos: internet móvel de alta velocidade, big data, inteligência artificial e computação em nuvem. Adotadas em conjunto ou não, as novas tecnologias permitem às máquinas executar tarefas com muito mais eficiência, agilidade, precisão e assertividade do que a mão de obra tradicional. Mas novas atividades irão surgir, exigindo habilidades e formações diferentes das atuais. De acordo com pesquisa divulgada pela Gartner, o uso de inteligência artificial levará à criação de 2 milhões de novas posições de trabalho até 2025.

O número envolve não apenas empregos para engenheiros de softwares, mas também trabalho sem especialização, como treinamento de robôs, para reconhecer objetos ou atividades humanas. “Com o aumento do uso da tecnologia em todas as áreas, as pessoas buscarão profissões que envolvam realidade virtual, análise de dados, inteligência artificial e programação”, afirma Bem Pring, vice-presidente da Cognizant, uma das líderes mundiais em tecnologia e negócios. “Essa tendência evidencia que a força de trabalho humana será responsável por atividades que tenham como objetivo analisar e tomar decisões de risco, que um software, por exemplo, não será capaz de realizar”.

A Cognizant mapeou 42 profissões que deverão fazer parte do cotidiano das pessoas muito antes do que a maioria possa imaginar. Entre elas, designer de smart homes, especializado em integrar tecnologia às residências; auditor de viés algorítmico, que garantirá que os algoritmos usados na inteligência artificial estejam alinhados com os valores éticos e morais das empresas; arquiteto de águas, responsável por projetos de urbanização de cidades afetadas pelo aquecimento global; especialista em prevenção de ciber calamidades e consultor de fazendas verticais. Em rápida passagem pelo Brasil, durante o Ciab Febraban 2019, Michael Cook, senior manager do Center for The Future of Work, enfatizou que o futuro do trabalho será muito humano: “As pessoas se preocupam muito com a robotização e se esquecem de se preparar para a mudança, ignorando que as pessoas terão um papel muito importante no novo desenho do trabalho”. 

O segredo é não se preocupar e, sim se preparar, para a nova era. Na sua visão, tende a se destacar quem somar três habilidades básicas: capacidade de se comunicar em várias línguas; disposição e habilidade para trabalhar em equipe; saber se relacionar democraticamente com todos os elos da cadeia, ou seja, colaboradores, clientes, concorrentes e com o próprio mercado. “Outro ponto de mudança está na complexidade do conhecimento”, adverte Cook. “O futuro pede profissionais mais generalistas, que tenham visão e conhecimento do todo e não mais os especialistas em uma única área ou atividade.”

Para Rodrigo Parreira, CEO da Logicalis, o momento é de transformação dos modelos, dos ambientes e da forma como as pessoas trabalham, colocando em xeque processos vistos como cotidianos e corretos. “O conhecimento técnico não faz mais sentido quando isolado, tem de somar com capacidade de comunicação, interação e cocriação”, diz. “A América Latina, especialmente o Brasil, encontra-se diante de um desafio. Há estudos que apontam que já ficamos para trás na corrida para a quarta revolução industrial por conta da deficiência na formação de capital humano.”

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