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14/06/2019 | Mais de 100 mil crianças em lavouras de cacau - Valor Econômico

A fundação Iniciativa Internacional do Cacau (ICI), composta por agentes relacionados à cadeia de produção da amêndoa, identificou 112.840 crianças envolvidas em uma ou mais tarefas consideradas perigosas em lavouras de cacau do oeste da África de 2012 até 2018. Do total, 33.604 casos foram identificados como de trabalho infantil, sendo 24.973 apenas no ano passado. Os casos de trabalho infantil identificados em 2018 representaram 19% de todas as crianças acompanhadas no ano pelo Sistema de Monitoramento e Remediação do Trabalho Infantil em lavouras de cacau.

Os dados constam em um relatório divulgado nesta semana pela ICI, que criou o sistema em 2007, após anos de pressão de governos e da opinião pública. O monitoramento começou a ser realizado na Costa do Marfim e em Gana, que respondem por dois terços da produção mundial de cacau, e tem aumentado ano a ano. O sistema envolve as maiores empresas de processamento de cacau e promove, além da identificação de casos de trabalho infantil, ações para eliminar e prevenir novos casos.

Considerando todos os casos identificados de crianças envolvidas em tarefas perigosas nesses seis anos, 78% foram relativos a carregamento de cargas pesadas, 14% ao trabalho com agrotóxicos, 12% à queima de materiais orgânicos, 10% à quebra da fruta do cacau com facão e 10% ao trabalho de limpeza de florestas ou poda de árvores. Muitas vezes, uma criança realiza mais de uma atividade perigosa. De 2012 a 2018, foram realizadas 23.666 ações de remediação ou prevenção, alcançando ao menos 16.297 crianças. Nesse período, foram visitadas 124.964 fazendas, 84.917 proprietários e foram alcançados 112.840 agricultores.

O programa prevê também treinamento de agentes da cadeia, que alcançou 15.546 pessoas nesses seis anos de operação e envolveu 2.164 proprietários em atividades sobre geração de renda. Em paralelo ao sistema de monitoramento, a fundação implementa há quatro anos o Projeto de Eliminação de Trabalho Infantil no Cacau (ECLIC), criado pelo Departamento do Trabalho do governo americano, que opera atualmente na Costa do Marfim.

De 2015 a 2018, a fundação construiu 19 salas de aula, que atendem 579 crianças e jovens que estavam fora da escola e 626 adultos, e construiu ou recuperou cinco escolas. Apenas no ano passado, a ICI auxiliou 149 grupos de produtores em 75 comunidades no oeste da África. São desenvolvidas ações de apoio educacional e comunitárias, que vão desde medidas de geração de renda até construção de estruturas escolares e de saúde. As ações de monitoramento e prevenção atenderam 123.793 pessoas no ano passado, sendo 61.933 crianças.

A ICI tem o objetivo de atender 1 milhão de crianças em 2020 com ações de proteção à infância e com ações diretas, sendo que estas devem atender 375 mil crianças. No relatório, o diretor executivo da fundação, Nick Weatherill, afirmou que, pelo Sistema de Monitoramento e Remediação do Trabalho Infantil, é possível reduzir em mais de 50% a incidência de trabalho infantil dentre os casos identificados. Ele estima que o sistema cubra hoje 200 mil produtores, o que representa 10% da cadeia de na Costa do Marfim e em Gana.

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