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14/06/2019 | Serviços mantêm pessimismo com reação branda - Valor Econômico

A alta do setor de serviços em abril - de 0,3% ante março, na série com ajuste sazonal - não foi suficiente para desfazer a percepção entre os economistas de que o setor está perdendo dinamismo, na esteira do ritmo fraco da atividade econômica. Os números, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), completam a série de indicadores conjunturais referentes ao mês de abril. 

Apesar de o resultado ter interrompido três meses de queda, o avanço no mês de abril não recupera a baixa de março, quando recuou 0,8%. A consultoria 4E também nota que a variação acumulada nos quatro primeiros meses do ano, ante igual período de 2018, foi positiva em 0,6%, ante avanço de 1,1% verificado no primeiro trimestre, também na comparação anual. "Há quem veja coisas boas, mas o conjunto é feio quando olhamos o que está acontecendo em 12 meses, é claramente uma piora.

O caminho certamente é para baixo", avalia José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. No acumulado em 12 meses, o segmento mostrou alta de 0,4%, uma desaceleração ante o resultado positivo de 0,6% em março. Segundo o IBGE, também houve queda nos serviços em abril em relação ao mesmo mês do ano passado, de 0,7%. "Quando olhamos para abril do ano passado, o cenário piora. É importante destacar que a massa de renda real está crescendo bem mais devagar, e isso tem a ver com comércio e serviços, no tocante às famílias. E não consigo enxergar que esse aspecto vá melhorar até o fim do ano", diz Gonçalves.

Segundo o IBGE, a taxa positiva em abril ocorreu graças ao crescimento do ramo de "informação e comunicação", que foi influenciado pela receita de TV aberta e tecnologia da informação (TI). A receita real do ramo de serviços chamado de informação e comunicação cresceu 0,7% na passagem de março para abril. "A TV aberta ajudou nesse resultado. Não recebemos nenhuma explicação específica para essa alta, mas sabemos que a receita do setor vem de propaganda", disse ele, acrescentando que, no caso do TI, o desempenho está ligado a sites de buscas.

Segundo Lobo, o segundo impacto mais importante da pesquisa veio do ramo de atividade serviços profissionais e administrativos, que são serviços prestados entre empresas, com avanço de 0,2% na passagem de março para abril deste ano. "É um setor muito importante na pesquisa e que foi ajudado pelo aumento de receita de atividades como recuperação por cobranças e informações cadastrais, além de atividades jurídicas", afirmou ele. O único segmento a mostrar queda na comparação mensal foi o de transporte, armazenagem e correio, que recuou 0,6%, de acordo com o IBGE. Segundo Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria, esse desempenho é explicado pela produção industrial fraca.

"O segmento transportes corresponde à maior participação relativa do indicador de serviços, 31% do índice total, e está relacionado à indústria. Então se você tem menos caminhões carregando insumos, menos escoamento de produção para dentro ou fora do país, isso se reflete diretamente nos resultados do setor de serviços. É na veia", destaca o economista. A visão é reforçada por Alexandre Lohmann, economista da GO Associados. "Se você faz a abertura por categorias, há contrastes importantes. O setor foi puxado por serviços prestados às famílias [0,1%], informações e comunicações [0,7%] e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%). Mas aqueles mais ligados ao ciclo econômico, à atividade industrial, decepcionaram", afirma Lohmann.

De acordo com o Banco Safra, os dados permitem estimar um resultado aquém do esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. "Em linhas gerais, o resultado da pesquisa não altera nossa visão de que a economia está se recuperando a passos muito lentos. Nesse sentido, mantemos a expectativa de estabilidade do PIB no segundo trimestre quando consideramos a variação trimestral dessazonalizada", diz o Safra. Segundo o banco, vale a ressalva de que apenas parte da pesquisado do IBGE é utilizada como indicador antecedente do PIB do setor de serviços.

Segundo Xavier, da Tendências, o sinal positivo é que a geração de vagas no mercado de trabalho, ainda que de baixa qualidade, tem contribuindo para formar alguma massa de renda e, com isso, para um consumo que se faz presente, embora sem sinais de perenidade. "A gente sabe que os indicadores não vão se movimentar rapidamente, pois essa retomada de consumo não se sustenta se não houver investimento, se a indústria não demandar forte. Então a discussão sobre um PIB baixo estará presente mesmo no ano que vem", diz. 

 

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