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28/03/2019 | McDonald's investe até R$ 710 milhões - Valor Econômico

A Arcos Dorados, operadora da rede McDonald's na América Latina, planeja investir entre US$ 160 milhões e US$ 180 milhões no Brasil neste ano. Isso significa de R$ 630 milhões a R$ 710 milhões, considerando o câmbio de ontem. Os cálculos são baseados em informações prestadas ontem pela Arcos Dorados. O grupo argentino anunciou plano de investir de US$ 270 milhões a US$ 300 milhões na América Latina neste ano. Cerca de 60% deste valor irá para a operação no Brasil. É um aumento em comparação a 2018, quando os recursos aplicados no Brasil teriam atingindo cerca de US$ 120 milhões, pouco menos de dois terços do aplicado na região no ano passado. No total, a Arcos Dorados investiu US$ 197 milhões nos países latinos no ano passado.

Esse movimento da rede de fast-food acontece após a empresa ter percebido um aumento da competição no país, especialmente a partir do segundo semestre do ano passado. Promoções ganharam fôlego maior e novas marcas abriram lojas ou intensificaram aberturas, como KFC e Popeyes, da BK Brasil. "Tivemos um mercado muito promocional a partir do terceiro trimestre, num momento de ambiente político instável, e sabíamos que isso se repetiria no quarto trimestre. Focamos em defender rentabilidade no fim do ano", disse David Grinberg, vice-presidente de relações com investidores da Arcos Dorados. Neste ano, como em 2018, os recursos no Brasil devem ser destinados, especialmente, para a reforma de lojas. Há dois anos, as unidades estão migrando para um formato com novo layout e autoatendimento, o que a empresa chama de "restaurante do futuro". O capital ainda deve ser aplicado na abertura de pontos no país.

Na América Latina, serão de 80 a 85 novos restaurantes em 2019, e deste total, 60% serão inaugurados no Brasil. Isso equivale a cerca de 50 pontos, no máximo. Para efeito de comparação, a empresa fechou dezembro com 968 unidades no país, 39 a mais do que em 2017. O Brasil foi responsável por 45% das vendas do grupo na América Latina no ano passado - mesma taxa de 2017. É o país com a maior fatia na receita na região, com negócios em 20 países. A publicação do balanço ontem ocorreu num dia de baixa da ação da empresa na bolsa de Nova York. O resultado ficou aquém do esperado por alguns analistas.

Na América Latina, a empresa teve uma queda 71% no lucro líquido, para US$ 37 milhões. A receita líquida caiu 6,7%, para US$ 3,1 bilhões. No Brasil, os dados mostram que o McDonald's cresce menos que o Burger King, mas é mais rentável do que o rival. Com uma operação mais madura que a do concorrente, com despesas que crescem mais devagar e mais diluídas, a Arcos Dorados, teve margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) no país de 16,2% no ano passado, versus índice de 12,3% no Burger King (ambas são taxas ajustadas, com valores em reais).

Um ano antes, no fim de 2017, a margem Ebitda do McDonalds estava em 14,6% e a do Burger King Brasil, em 11,8%. Portanto, a diferença de margem entre as empresas cresceu entre 2017 e 2018, com o McDonald's se distanciando do concorrente. A BK Brasil tem registrado pressão maior em despesas operacionais, em parte reflexo da abertura acelerada de lojas. Em termos de vendas líquidas, o Burger King cresceu 32% em 2018, para R$ 2,34 bilhões. A receita da Arcos Dorados no Brasil cresceu 2,4%, para R$ 4,91 bilhões, calculou o Valor Data (a publicação é em dólar). "Se no fim de 2018, houve um foco maior em ganho de lucratividade, em 2019 estamos voltando a ampliar volume de venda, com ganho em tíquete", disse o executivo.

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