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04/07/2017 | Novas empresas preferem setor de serviços - O Estado de S. Paulo

editorial

O empreendedorismo por necessidade – a iniciativa de desempregados de abrir um negócio por conta própria, por não vislumbrarem colocação no mercado – é o principal impulso que tem levado à abertura de novas empresas no País. No primeiro trimestre, o total de novos empreendimentos alcançou 581.242, 12,6% mais do que em igual período de 2016 (516.201), segundo dados da Serasa Experian.

Mas se nota que não faltam senso de oportunidade e vontade de vencer aos novos empreendedores. Uma prova disso é que foi na Região Centro-Oeste – onde tem sido mais sensível a ativação dos negócios, em razão da supersafra –, com 20.051 novas empresas, que se registrou o maior aumento (de 36,7%) na abertura de empreendimentos em março deste ano, em comparação com igual mês de 2016. Em números absolutos, a Região Sudeste, a mais desenvolvida do País, figura em primeiro lugar, com 108.150 novos empreendimentos, um avanço de 27,3% no período considerado.

Outro ponto a observar na pesquisa é que uma proporção significativa de novos empreendimentos resulta de associações para enfrentar a concorrência. O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) alcançou 162.694 em março último, alta de 9,4% em relação a março de 2016 (148.673). Mas esse aumento porcentual é menos da metade do observado na criação de empresas constituídas como sociedades limitadas, cujo total chegou 17.516 em março, com elevação de 20,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior (14.492).

Os dados mostram também que se acentua a escolha pelo setor de serviços por parte dos novos empreendedores, o que é compreensível, considerando-se que o investimento para se estabelecer nesse segmento costuma ser bem menor e a atividade é atraente para pessoas com conhecimento ou formação em áreas técnicas. A escolha pelo setor de serviços pelas novas empresas saltou de 53,6% em março de 2010, quando se iniciou a série da Serasa, para 64,4% em março de 2017, abrangendo 135.681 empresas. Vêm em seguida o comércio (27,5%) e a indústria (7,9%).

A experiência mostra que muitas novas empresas não sobrevivem por mais de um ou dois anos, mas há indicações de que essa tendência pode estar mudando, pois, entre os novos empreendedores, muitos planejam seu negócio antes de se lançarem no mercado.

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