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03/07/2017 | Múltis ampliam a licença-paternidade para até 12 semanas - Valor Econômico

Por Adriana Fonseca

Funcionários do Google agora têm mais tempo para ficar com seus filhos recém-nascidos. Uma nova política global da empresa de tecnologia permite que os novos papais tenham 12 semanas de licença remunerada após o nascimento dos bebês.

Esse período, explica Monica Santos, diretora de recursos humanos do Google para América Latina, não precisa ser usufruído de forma contínua e nem imediatamente após a chegada do recém-nascido. O prazo para exercer o direito da licença é até a criança completar um ano de vida. "Alguns vão optar por 12 semanas de uma vez, logo após o nascimento, outros vão escolher sair de licença quando a mãe da criança retornar ao trabalho. Cada um pode encontrar a solução que faz mais sentido em sua vida", diz.

A executiva afirma que a nova política vem de encontro a uma dinâmica familiar muito comum hoje em dia. "Quando se discute o papel de cada um no contexto familiar, entendemos que a responsabilidade da criação e do cuidado dos filhos não é apenas da mulher. O papel do pai não é ajudar, é uma questão de divisão de responsabilidades, e as empresas precisam permitir que os pais tenham essa participação mais ativa", afirma Monica.

Há, de fato, um número crescente de empresas com esse mesmo entendimento. Ainda são minoria, bom frisar, mas existe um movimento entre multinacionais, principalmente, de entender que os homens também têm o direito de se manter próximos de seus filhos nos primeiros meses de vida das crianças.

"A fundamentação de toda essa questão do aumento da licença-paternidade é reconhecer que a responsabilidade familiar hoje é mal dividida entre homens e mulheres", afirma Regina Madalozzo, professora do Insper e pesquisadora da condição da mulher no mercado de trabalho. "A mãe, hoje, tem o direito de conviver com o filho recém-nascido. O pai, não."

No Brasil, a licença-paternidade é de cinco dias corridos. Funcionários de organizações participantes do Programa Empresa Cidadã podem ficar 20 dias com os bebês. "O que ainda é pouco", ressalta Regina, que faz uma crítica. "Empresas que dão apenas a licença determinada por lei provavelmente não têm responsabilidade com a sociedade no que diz respeito à criação das crianças."

O relatório "Situação da Paternidade no Brasil", organizado pelo Promundo, organização não governamental que promove a igualdade de gênero, concluiu que há diversos benefícios quando os homens se envolvem nos cuidados dos filhos - o que tende a acontecer de forma mais corriqueira ao longo da infância quando o contato começa já nos primeiros meses de vida do recém-nascido.

"O envolvimento dos homens no cuidado diário das crianças deve ser uma prioridade no país, não apenas no que tange ao seu potencial de transformar a realidade dentro dos lares, mas também das possibilidades de influenciar a vida em comunidade e na sociedade em geral", diz o relatório.

Para Milena do Carmo, coordenadora de projetos do Promundo, à medida que os pais podem usufruir da licença-paternidade, divide-se melhor o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos. "O homem se sente mais incluído na dinâmica da casa", resume a pesquisadora.

Esse fato acaba refletindo e impactando positivamente também a relação das mulheres com o trabalho. É o que se vê, por exemplo, nos países nórdicos, onde há uma melhor equidade de gênero no mercado de trabalho e a licença concedida após o nascimento dos filhos é chamada de parental, dividida entre homens e mulheres. "A gente sabe que existe preconceito na contratação de mulheres em idade reprodutiva, mas raramente vemos esse argumento sendo usado de forma explícita. Só que sabemos que esse preconceito está ligado à questão da maternidade", afirma Regina, do Insper.

Para ela, homens que convivem intensamente por dois meses com seus filhos recém-nascidos, ao invés de cinco dias, terão outro relacionamento com essas crianças, assumindo mais responsabilidades durante toda a infância, como levar ao médico ou socorrer na escola em caso de doença. "A mulher acaba tendo mais possibilidade de desenvolvimento de carreira."

A Johnson & Johnson é outra multinacional que anunciou recentemente a ampliação da licença-paternidade. O benefício foi implementado na matriz, nos Estados Unidos, em 2015, e este ano chegou ao Brasil. "Implementar uma medida dessa em uma empresa com cerca de 6 mil funcionários não é uma decisão simples", diz Guilherme Rhinow, diretor de recursos humanos da Johnson & Johnson.

"Depois que a análise do impacto do benefício foi feita nos Estados Unidos, o Brasil foi o primeiro país a adotar a licença ampliada." Rhinow diz que a companhia percebeu um nível de engajamento interno altíssimo em relação à nova política, o que se reflete inclusive na produtividade das equipes.

Com a nova diretriz, os funcionários da Johnson & Johnson podem usufruir de uma licença-paternidade de 40 dias úteis.

Vinte dias devem ser tirados imediatamente após o nascimento dos filhos, como determina a legislação brasileira, e o restante pode ser usado até a criança completar um ano de vida. "É importante para criação do vínculo familiar", diz Rhinow. A Johnson deve implementar o benefício em todas as suas operações ao redor do mundo até o fim deste ano.

Também em 2017, no mês de maio, a Microsoft anunciou que passaria a conceder uma licença-paternidade de 42 dias com pagamento integral de salário aos seus funcionários. A política, assim como nas outras empresas ouvidas pela reportagem, vale tanto para pais biológicos quanto adotivos.

A licença já existia nos Estados Unidos e a subsidiária brasileira foi a primeiro da América Latina a adotar o benefício.

"Estamos atentos à evolução da sociedade e sensíveis à atual dinâmica familiar, e essa mudança representa um momento importante em nossa jornada de criar uma cultura de diversidade e inclusão no Brasil", afirma Daniela Sicoli, gerente  de recursos humanos da Microsoft Brasil.

Na rede social Pinterest, que abriu escritório no Brasil em 2015 e hoje tem uma equipe de 10 pessoas aqui - no mundo são mais de mil -, os funcionários também têm o direito de passar um tempo maior com seus filhos recém-nascidos. A empresa oferece seis semanas de licença remunerada e, ao retornar ao trabalho, é possível fazer uma jornada de meio período nas quatro semanas seguintes.

"Acreditamos que a licença ampliada ajuda na mudança de vida que vem com a chegada de um bebê", diz Kurt Serrano, head de pessoas do Pinterest. Segundo o executivo, os funcionários que usufruem da licença-paternidade se sentem menos estressados na volta ao trabalho e estão mais bem resolvidos com a nova dinâmica quando retornam.

Desde outubro do ano passado, a Mastercard também adota uma licença-paternidade ampliada. Os funcionários agora ficam 56 dias com seus bebês, sendo os 20 primeiros dias imediatamente após o nascimento e os outros 36 até a criança completar um ano de vida. "Entendemos que a responsabilidade de cuidar da criança é do casal, e deixamos o benefício flexível para acomodar as diferentes necessidades das pessoas", afirma Erika Takahashi, vice-presidente de recursos humanos da Mastercard Brasil e Cone Sul.

A executiva conta que, até hoje, cerca de dez funcionários já usufruíram da nova licença e diz que, como a saída foi bem planejada, não houve sequer necessidade de contratação de profissionais temporários. "As equipes se organizaram para substituir os que saíram", diz. O benefício está em vigor em todos os países onde a Mastercard tem escritório. "O nascimento de uma criança é um fato tão importante que oferecer esses dias é simplesmente o certo a se fazer", diz Erika.

 

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