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21/06/2017 | Estado do Rio já perdeu 60 mil empregos com carteira este ano - O Globo

BRASÍLIA E RIO - O Rio de Janeiro foi o segundo estado que mais perdeu postos de trabalho formais em maio, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Atrás apenas do Rio Grande do Sul, que cortou mais de 12 mil postos de trabalho, o Estado do Rio perdeu 5.583 vagas. No ano, já são 59.890 vagas a menos.

O Brasil tem hoje 14 milhões de pessoas procurando trabalho. Em todo o país, foram criados 34,2 mil postos de trabalho formais em maio, no segundo mês seguido de saldo positivo. Mas o resultado foi puxado basicamente pela agropecuária, que responde por apenas 4,2% de todas as vagas formais existentes no país. Foram 46.049 postos abertos no setor em maio, praticamente o mesmo montante de vagas que foram criadas durante este ano em toda a economia: 48.543 vagas. Nos últimos 12 meses, o saldo ainda é negativo. Foram perdidos 856.665 empregos formais no país.

— Praticamente todo o emprego veio da agropecuária. Isso não deve se sustentar. É claro que ter um número positivo é bom, depois de tantos dados negativos. Mas, por enquanto, não dá para dizer que o movimento está disseminado pelos vários setores. É um crescimento pontual — afirma o economista João Saboia, especialista em mercado de trabalho do Instituto de Economia da UFRJ.

MADRUGADA NA FILA

A procura por uma vaga levou centenas de pessoas a dormirem na fila ontem, nas proximidades do Maracanã, na Zona Norte do Rio, para se cadastrarem a 600 vagas oferecidas por um projeto social. Mesmo sob a chuva forte que caiu na região, os candidatos tentavam se inscrever para postos de auxiliar de serviços gerais e de loja, operador de telemarketing, vendedor, motorista de ônibus, vigia e porteiro. Daiane de Souza Ferreira, de 21 anos, moradora de Campos Elísios, chegou às 3h da manhã e não conseguiu ser atendida. Ela foi operadora de telemarketing e há dois anos procura emprego:

— A situação está difícil. Eu tenho dois filhos e quem tem me ajudado é minha mãe.

Luiz Cláudio Souza, de 54 anos, morador de Queimados, chegou às 5h da manhã ao Maracanã e também não conseguiu ser atendido. Ele está buscando emprego desde julho, quando perdeu a vaga de vigia:

— Essa é a segunda vez que venho aqui. Uma pena não ter conseguido. Espero que nas próximas seleções eu consiga uma oportunidade.

Maira Teixeira, de 20 anos, moradora de Imbariê, em Duque de Caxias, chegou às 5h40m. A jovem está buscando uma oportunidade depois de ter participado do programa Jovem Aprendiz. É a segunda vez que ela está nesse tipo de seleção.

— Eu coloco currículo nas empresas e nunca sou chamada e isso me desanima muito. Mas eu não deixo de procurar — afirma Maira.

Assim como no Brasil, no Rio, a agropecuária, que tem peso irrelevante para a economia do estado, também foi a responsável pela geração de vagas. Foram abertos 1.679 postos no setor, reduzindo um pouco a queda no emprego no estado. O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado negativo no estado, tendo perdido 3.111 postos. Em seguida, veio a indústria de transformação, com menos 1.501 postos, o comércio, que cortou 1.266 vagas, e a construção civil, que perdeu 1.173 postos de trabalho.

No Brasil, o setor de serviços, que concentra 43,9% do emprego formal, criou somente 1.989 postos. A indústria de Transformação também contratou mais (1.433). O comércio continuou diminuindo o quadro, cortando 11.254 vagas, e a construção civil fechou 4.021 postos.

— O resultado é melhor do que foi em 2015 e 2016, mas não dá para ficar muito animado e dizer que começou uma recuperação. Se não tem crescimento econômico, não tem geração de emprego, ainda mais com o quadro politico — diz Saboia.

MEIRELLES VÊ RECUPERAÇÃO

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, os números positivos representam uma tendência, mas não é possível afirmar que esse saldo positivo está estabilizado.

— De cinco meses do ano, três foram positivos, pode-se observar que há uma tendência de melhoria. Mas eu não posso garantir que essa tendência vai permanecer. Falar em números agora é precipitado — declarou Nogueira.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi otimista e comemorou os resultados divulgados pelo Caged em sua conta no Twitter:

“Este número confirma nossas previsões de uma recuperação gradual do emprego” escreveu Meirelles em seu perfil na rede social.

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