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12/06/2017 | Governo destaca mercado calmo em meio à crise política - Valor Econômico

A reação relativamente tranquila do mercado à crise política nas últimas semanas tem chamado a atenção da equipe econômica. De acordo com uma fonte do governo, dado o tamanho da confusão política que se instalou após o dia 17 de maio, quando foi noticiada a gravação da conversa do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, os preços de mercado estão relativamente estáveis. A fonte destaca que o pânico inicial foi gerado por investidores domésticos, movimento estabilizado por um forte ingresso de estrangeiros nos dias seguintes. "Os investidores domésticos se assustaram inicialmente, mas também estão bem mais calmos agora", disse.

A leitura nos bastidores é que essa relativa estabilidade se deve à convicção de que a política econômica continuará o seu curso. Também é atribuída aos movimentos do Congresso que, apesar da crise, aprovou uma série de medidas, como o regime de recuperação fiscal dos Estados e várias medidas provisórias, e sinaliza que aprovará a reforma trabalhista até o fim do mês. Por isso, mesmo com alguma desvalorização, os principais ativos financeiros brasileiros estão ainda em patamares favoráveis, próximos aos vigentes antes da atual crise e bem melhores do que quando Temer assumiu.

Há consternação com o prejuízo causado pela turbulência política ao processo de reforma da Previdência. "Na véspera de estourar a crise, ouvi de lideranças no Congresso que em duas semanas eles iriam votar a reforma, dentro do cronograma original do governo. Desde o início de maio não havia mais discussão sobre o conteúdo do projeto, mudanças que o relator fez já atendiam aos parlamentares", comentou a fonte. Outra fonte governamental ainda demonstra confiança na aprovação da reforma. "É uma agenda de Estado. Se não for feita, teremos uma grave crise fiscal. Estamos conseguindo evoluir e o Congresso entende a necessidade dela."

Esse interlocutor avalia que a relativa calma no mercado se deve à blindagem da economia, que, depois dos ajustes realizados e da "retomada da credibilidade da política econômica", estaria funcionando mesmo no ambiente de crise política. Para a fonte, o mercado percebe que o governo segue trabalhando e insistindo na agenda reformista. "O que já foi feito e o que ainda será realizado ajudam a blindar a economia", afirmou. Para Manoel Pires, pesquisador do Ibre e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a reação do mercado de fato "surpreende". Ele destaca que essa "complacência" já vem de algum tempo e pode estar baseada na ideia de que o "que se tem aí é o melhor que se pode fazer". Pires acredita que a reforma da Previdência está "fazendo água", mas o mercado tem buscado racionalizar isso e avaliar que já haveria um grau razoável de consenso de que alguma reforma ocorrerá, mesmo que mais à frente.

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o mercado está dependurado na equipe econômica. "É aquela visão de que a situação política não é tão grave agora a ponto de mudar a trajetória de política econômica. Os nomes aventados até agora manteriam a agenda reformista", disse. Para ele a maior incerteza está na eleição do ano que vem. "Será um misto do pior de 2002 e de 1989, pois teremos muitos candidatos extremistas e quase todos sem agenda reformista", disse.

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, considera que a atual gestão da economia conseguiu produzir avanços, com a PEC do teto, a queda da inflação e a reforma das estatais, além de seguir com a agenda de reformas. Por isso o mercado está encarando de forma mais calma essa crise. Ela considera que não há razão para a volta da "loucura pré-impeachment", marcada por forte volatilidade nos mercados. Zeina ressalta que o cenário externo favorece a estabilidade, mas considera que o equilíbrio do mercado ainda é "frágil" e pode ser rompido em algum momento. "O governo não pode ter salto alto.O mercado monitora os riscos e avalia o tempo todo as medidas e a política fiscal. Ele está dando o benefício da dúvida, mas a complacência pode durar pouco. Se houver percepção de que a política econômica vai piorar ou a situação externa mudar, o mercado vira", diz.

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